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Participação no Consegi 2011

Consegi 2011

O Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico – Consegi, está na sua 4ª edição (minha 3ª participação) aconteceu em Brasília, nas dependências da ESAF, de 11 a 13 de maio de 2011. O tema para essa edição é Dados Abertos para a Democracia na Era Digital, embora diversos assuntos tenham seu lugar e tenham sido tratados.

No site do evento pode ser encontrada toda a programação de palestras e oficinas oferecidas aos participantes do evento, de uma variedade incrível, apesar da maioria estar ligada ao tema central. Como quase toda a programação era concorrente, seria impossível participar de uma pequena porção, ainda mais de tudo disponível.

o sobre shell script completamente grátis, Participei de algumas palestras a respeito de dados abertos no governo, por ter muito interesse no assunto por conta do meu trabalho, com destaque para a categoria "Dados Abertos, e-Democracia e Gestão de Conhecimento Governamental" e mais especificamente o debate "Dados Abertos e as questões sobre Privacidade, Integridade, Disponibilidade, Credibilidade e Autoria" com a participação de Rufus Pollock da OKFn (Open Knowledge Foundation) e Cláudio Berrondo do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).

O destaque para esse debate em particular é por conta das questões levantadas, de muito interesse para quem se interessa por dados abertos, principalmente no governo. Um bom exemplo seria quais dados podem ser abertos e de qual maneira, como bem lembrado pelo representante do INPI, dados sujeitos a patentes podem gerar outras patentes, logo deve haver um cuidado sobre a licença usada nessa liberação, ou quem libera os dados pode vir a ter que pagar royalties por dados que originou.

Uma solução para esse problema poderia ser uma licença de dados abertos proposta pela OKFn, Open Data Commons, que pode ser do tipo "share-alike", que prevê que os dados abertos usados podem gerar mais dados que também devem ser compartilhados, da mesma forma que os originais.

Outra parte foram as oficinas, ao invés de debates ou explanações, assuntos mais específicos, como mini cursos. Participei de uma sobre o ASES, um software livre do governo, disponível no portal do software público, que analisa sites com relação a qualidade no html, css, baseado no W3C e no e-MAG (padrão do governo para construção de sites e portais) e acessibilidade, incluindo usabilidade e barreiras com relação a visão (para cegos, com diferentes problemas de daltonismo, miopia, glaucoma, entre outros), muito interessante e muito útil, além de promover consciência e inclusão, recomendo muito.

Também participei da oficina de Expressões Regulares do Júlio Neves, que me lembrou mais uma vez da importância e da flexibilidade do shell do Linux, capaz de muito mais do que se imagina e de maneira simples e elegante. Vale lembrar que no site do Julio você encontra um livro sobre shell script completamente grátis, compensa uma visita.

Outra oficina muito interessante foi a do Inkscape, que não pude participar por absoluta falta de vagas, software de desenho vetorial, muito bom e poderoso. Para quem conhece é difícil achar melhor, mesmo entre os proprietários, simples e direto e capaz de rivalizar com o top de mercado sem fazer feio, além de ser de graça. É um dos casos onde o líder só é líder por ignorância de muitos, tive a oportunidade de comparar durante um curso e não achei ferramentas melhores ou mais sofisticadas.

Outra coisa importante foi ter encontrado o pessoal da Transparência Hacker e discutir o projeto de transparência para o legislativo e suas implicações, o que me fez entrar na lista de discussão deles e começar a contribuir com esse e outros projetos em andamento, muito interessantes e importantes para o país.

Por último, mas não menos importante, para ficar com o clichê, mas que é verdade, participei do Installfest, com uma sala exclusiva durante o evento. Pude participar durante duas tardes, ajudando novos usuários com suas dúvidas a respeito de Linux e também ter duas sessões exclusivas para o Fedora, mostrando aos participantes o passo-a-passo da instalação do Fedora 14 numa máquina virtual, com otimização de particionamento, alguns macetes e dicas pós instalação.

Algumas mídias distribuídas com o pessoal do evento e várias ISO’s copiadas pelos participantes garantiram que o Fedora estivesse acessível a todos os interessados. Também divulguei o lançamento do Fedora 15 e com ele suas principais mudanças, como a versão nova do KDE, o inédito Gnome 3 tão aguardado e com tantas mudanças que pude comentar com o pessoal presente, o novo sistema de arquivos, entre outras novidades interessantes.

Foi um evento interessantíssimo e por isso um post tão longo, mas que vai trazer muita coisa boa para meu desenvolvimento no trabalho e nos projetos que participo, pretendo continuar participando nas próximas edições e pode ser o mesmo para outros para quem posso dizer que vale a pena estar lá.

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