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Archive for the ‘Software Proprietário’ Category

Recomeço interessante

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Tempos atrás pude participar de uma iniciativa que buscava analisar a viabilidade de uso de Software Livre em Desktops no STF, que já usa em servidores e alguns softwares isolados. Cheguei a publicar aqui como essa grande mudança estava começando, mas como tudo depende do direcionamento superior, se os cabeças mudam tudo pode mudar. Não parece a melhor forma, mas é a realidade.

Agora em outra área, uma nova iniciativa também avalia a viabilidade de uso de Software Livre nos Desktops, com um enfoque completamente diferente, estações de trabalho para desenvolvedores. Ainda em fase de testes, algumas estações estão rodando o OpenSuse 12.3 em dual boot com o Windows já presente nas máquinas.
A ideia é saber quais problemas podem ser enfrentados numa possível troca de padrão, pelo menos para os desenvolvedores dispostos a usar Linux em suas máquinas.
Os voluntários tem papéis diferentes e se ajudam na solução dos problemas que vão surgindo, como a configuração da rede, colocar a máquina no domínio interno, configuração das IDE‘s, email corporativo, entre outros.
Sobre o email, como o ambiente é Exchange 2007 em transição para o 2010 no servidor, tivemos de fazer funcionar nas duas plataformas e MS Outlook 2010 nas máquinas cliente. Depois de algumas tentativas frustradas conseguimos configurar com sucesso. Por isso resolvi publicar uma dica no site Viva o Linux para compartilhar a solução com outros com o mesmo problema, máquinas cliente rodando Linux com Evolution tendo de se conectar a servidores Exchange com email, tarefas e agenda compartilhados, como é o padrão de quem usa esse tipo de solução.
Espero que isso possa ser só o início de uma avaliação maior que demonstre que o Software Livre não só é viável em ambiente corporativo do governo, como também é preferencial por sua eficiência e menor custo.

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Adeus iPhone, já vai tarde

janeiro 25, 2013 Deixe um comentário
iPhone 3GS

iPhone 3GS

Tenho um iPhone há alguns anos, comprei porque achava que era a melhor opção do mercado, seu único concorrente de peso seria uma versão mais nova do mesmo. Sendo usuário, entusiasta e defensor do Software Livre, algumas pessoas chegaram a me questionar pela escolha, mas não dei atenção e segui feliz com minha aquisição.

Pouco tempo depois resolvi ‘libertar’ meu telefone, usei o jailbreak e fiquei ainda mais feliz, afinal agora tinha o controle, poderia instalar o que quisesse e a Apple não poderia fazer nada. Foi na mesma época que aposentei meu mp3 player, apesar de gostar muito dele e ser prático, usar o telefone me livrava de carregar um aparelho a mais, bem pequeno (do tamanho de um pen drive), mas um aparelho a mais, que ainda exigia recarregar a bateria de tempos em tempos.

Me deparei com a única coisa que me incomodava na época a respeito do iPhone, a necessidade de usar o iTunes para gerenciar os backups e gerenciar a coleção de músicas que ouviria no carro. Como não uso windows e não tenho acesso a nenhum mac, isso com certeza seria um problema. Instalei no trabalho, mas a coleção de músicas ainda era problema.

Instalei uma versão do windows 7 com a desculpa de jogos e conseguir usar o iTunes, escolhi uma boa coleção de músicas e pude ficar um bom tempo sem pensar nisso. Quando a coleção já precisava de uma reciclada, fui fazer a troca e descobri que meu windows não bootava, levei mais de 6 meses para reunir coragem e instalar de novo (hoje acho um processo extremamente chato e demorado, instalar e configurar o windows, tudo é difícil, tudo demora, tem o problema da segurança, anti-vírus, drives de vídeo, de áudio, simplesmente sem sentido fazer isso).

As novas versões do iPhone vieram e pensei em trocar, afinal, se fizesse a atualização do sistema, perderia o jailbreak e teria de instalar tudo de novo e vi muita gente reclamando que o modelo do meu iPhone, se atualizado, ficaria muito lento, praticamente me obrigando a comprar outro. Depois de resistir um pouco resolvi que trocaria mesmo, mas com o avanço dos telefones com Android tive de considerar outras possibilidades.

Comecei a pesquisar e acabei decidindo não comprar outro iPhone, mas o preço dos concorrentes não era muito menor, se ia trocar não seria por algo inferior, na verdade também não seria inferior ao melhor iPhone também. Isso me deixava poucas opções e acabei decidindo que quando trocasse seria pelo Samsung Galaxy SIII, só faltava a coragem de desembolsar mais de R$ 1.500,00. Como o melhor da Apple estava mais de R$ 2.000,00, ainda que fosse bastante ainda estava fazendo um bom negócio.

Troquei antes o de minha digníssima, também queria um com Android e por conta da câmera de 5 megapixel, escolheu o Galaxy SII Lite. Achei bem interessante e deveras impressionante, apesar de não ser minha escolha, mesmo que minha escolha tenha me parecido um pouco grande demais. Ajudei a configurar, transferir os dados, o que me impressionou, já que tudo foi muito fácil e rápido, usando o Bluetooth.

Samsung Galaxy SII

Samsung Galaxy SII

Nem tinha o costume de usar o Bluetooth, já que a tecnologia Apple não permite que faça troca de arquivos diretamente sem intervenção do iTunes. Na verdade só passei a usar essa tecnologia quando troquei de carro e o novo tinha comunicação Bluetooth para ligações e ouvir músicas (aposentei outro aparelho, o transmissor FM).

Como nem tudo são flores o SII deu defeito e minha esposa teve de esperar quase um mês pelo conserto e ainda perdeu todos os dados, já que ela não faz backups. Pouco tempo depois o telefone dela desligou de novo, sem motivo, a assistência técnica não encontrou qualquer defeito, o que deixou ela muito revoltada, tanto que desistiu do telefone, queria o antigo de volta, mas já tinha dado a uma amiga.

De tanto ela reclamar, ofereci meu iPhone a ela, que ela sempre achou muito legal, e arrisquei ficar com um telefone que poderia parar a qualquer momento, meu primeiro contato com o Android. Sincronizei meus contatos com a agenda do Google (único jeito que conheço para transferir pelo menos essa parte dos dados) e fui me aventurando, mesmo que penando a princípio, com uma tecnologia que  rapidamente começou a me parecer bem familiar.

Apesar de minha esposa ter ficado de verdade com o telefone pouco mais de 3 meses, ela acha irreconhecível depois que está comigo, também achou impressionante o telefone fazer tanta coisa, com tantos aplicativos que instalei. O único problema até agora é espaço, tendo apenas 4Gb de espaço útil, mais 2Gb para aplicativos, fico bem limitado com minha coleção de músicas, mas é bem difícil achar que vou voltar a usar um iPhone.

A liberdade é ótima e quando você experimenta não quer mais pensar em voltar atrás. Tudo que era bonito e funcional, agora parece trivial e as limitações não deixam a menor saudade. Encontrei substitutos para todos os aplicativos que usava, achei um monte de outros que não tinha e já estou mirando no SIII, quem sabe o SIV. Foi bom enquanto durou, mas agora estou como queria, Linux no computador e no telefone.

Golpe baixo

fevereiro 7, 2011 Deixe um comentário
Google_vs_Microsoft

A luta do século

Tem tempo que uma guerra entre as duas principais potências do software está acontecendo. Assim que o nome Google deixou de ser apenas uma referência a um motor de busca a Microsoft deixou as barbas de molho, o que, convenhamos, não adiantou rigorosamente nada, o crescimento Google parece irrefreável.

Para quem acompanha um pouco essa luta consegue ver golpes duros sendo desferidos em ambos os lados, mas pouco progresso real em termos de levar a vitória para quem quer que seja, somente luta, e cada vez mais acirrada. O pior é que quanto mais a Microsoft luta com suas armas mais conhecidas e que sempre deram resultados impressionantes contra outros adversários, mais vê que está perdendo território e mesmo que demore, acabará perdendo, o que parece impensável para o tamanho do domínio alcançado. Sem muito trabalho isso fica bem visível com o lançamento do Chrome e seu crescimento vertiginoso para bater o Internet Explorer e o anúncio do Chrome OS, tornando com conceito de Sistema Operacional obsoleto, portanto irrelevante. Isso sem mencionar a gama de serviços gratuitos que incluem até uma suíte office online.

Se as armas convencionais não funcionam, basta apelar para as não convencionais, mas o que seria isso num mundo onde a inovação é a palavra de ordem? Atacar o coração, esse é o ponto, vencer o Google no seu território, o motor de busca. A essa altura do campeonato isso parece impossível, o Yahoo mostrou que ter a fama por muito tempo e fazer uma completa remodelagem, inclusive alcançando resultados semelhantes, não é suficiente para bater o gigante. Assim mesmo a Microsoft fez seu motor de busca, o Bing, e com altos investimentos conseguiu que alguém usasse.

Existem sites que comparam os resultados desses motores de busca, como o BlindSearch, você faz a busca e ele apresenta 3 colunas de resultado, uma Google, outra Yahoo e outra ainda Bing. Só que não diz qual é qual e tem um botão de votação, após votar você fica sabendo em qual. Fazendo alguns testes, testando a relevância dos resultados é fácil perceber que são praticamente equivalentes.

google-vs-microsoft

Símbolos em guerra


Semana passada a briga esquentou e muito, num artigo bomba no Search Engine Land (especializado em motores de busca, como nome bem define) o Google publica uma história bem forte, onde acusa a Microsoft de copiar os resultados de seu motor e apresentá-los como do Bing. O artigo está em inglês e é um pouco técnico, mas de fácil compreensão. Pouco depois a Microsoft rebate dizendo que não houve roubo e apresenta argumentos considerados fracos e no blog oficial do Google é publicado um resumo da ópera (infelizmente tudo em inglês, mas use uma ferramenta de tradução).

Segundo o Google, cujos argumentos são bem mais convincentes, a prova para o roubo é que pesquisas falsas, que não tem relacionamento com o resultado, foram feitas usando computadores com Windows instalado e rodando no Internet Explorer. A página de resultado nada tinha a ver com o termo pesquisado e mesmo assim após usar algumas vezes no Google começou a aparecer no Bing, o mesmo resultado, na mesma ordem. Esperei alguns dias para ver o resultado, mas parece que pelo lado Google existe alguma satisfação em ter provado um ponto e do lado Microsoft a esperança de que isso caia em esquecimento, como tudo o mais quando tantas notícias são lançadas por dia.

Muitos sites publicaram notas sobre o ocorrido, mas depois disso nada, não sei se isso chegará aos tribunais, se fica por isso mesmo, é certo que mais uma vez fica provado que no mundo dos negócios as grandes corporações agem da forma que for possível, não há limites e ninguém pode confiar em ninguém. Fica a pergunta, quem vai dominar o mundo?

Farinha pouca, meu pirão primeiro

outubro 3, 2007 Deixe um comentário

É fácil entender a motivação por trás de empresas que produzem software, a produção tem custos altos com equipamentos e principalmente com mão-de-obra. Entregar o produto de todo esse investimento de “mão beijada”, assim, sem mais nem menos, seria completamente contra o capitalismo e o lucro. Tanto é que a maioria desses “nerds” que defendem o software livre nem trabalha, pelo menos essa é a idéia corrente em muitos meios que defendem, muitas vezes sem saber muito o porquê, já que a pessoa que defende esse tipo de idéia normalmente também é a que paga por, software proprietário. Não vejo qual o ganho pessoal, parece que defende ideais da mesma forma que os “nerds” e ainda paga por isso, não me parece muito inteligente.

Esse modelo parece ser o mais sensato e lógico, mas tenho algumas considerações a respeito. Uma coisa importante que passa batido quando as pessoas falam desse assunto, seja por não conhecer a história, seja por querer ver apenas um lado, é que o desenvolvimento de software, nos seus primórdios, seguia o modelo que hoje reconhecemos como software livre. Os programadores trabalhavam em projetos diferentes, de empresas diferentes, de universidades diferentes e as soluções encontradas eram partilhadas, de forma que o todo crescia mais rápido, sendo um bom exemplo de sinergia (ainda bem que já está fora de moda a palavra, muita gente usa isso para tudo), onde o todo é maior que a soma das partes.

Além de comum era o esperado, mas com o “florescimento” de grandes empresas de software e com a adoção das leis de propriedade intelectual sendo associadas a software o modelo mudou, e muito. Como o próprio software é algo relativamente novo, não acredito que muitos ângulos tenham sido estudados. Somente com a popularização da idéia por trás do software livre é que essa noção começou a mudar. É claro que é bom ressaltar que software livre não é Linux, ajudou muito nessa popularização, mas tem muito mais, a GPL é muito mais abrangente e fala mais sobre liberdade, como já disse aqui uma vez.

Ouvindo umas opiniões muito interessantes sobre o assunto, já que a discussão no Brasil parecia que nunca ia acontecer, mas com a “preferência” do Governo Federal por software livre isso acabou sendo obrigatório, percebi que as vantagens dos dois modelos não precisam necessariamente conflitar. O software livre é um caminho sem volta que tende a tomar os espaços em softwares de massa, como Sistemas Operacionais, Suítes de Escritório, aplicativos diversos de produtividade, edição de imagens, som, vídeo e a lista continua e é bem grande. Mas existe um nicho que o software livre terá muita dificuldade de penetrar, os softwares customizados, como vários tipo de ferramenta de gerência (BI, que embora tenha em versões de software de massa, isso não se aplica a muitas organizações).

Além disso, há várias empresas que estão subindo no mercado com idéias inovadoras nesse quesito. A Red Hat, distribui Linux com mesmo nome e patrocina vários aspectos do Fedora, já deixou a NASDAQ (o equivalente da bolsa de valores, mas para empresas de TI, quase todas de internet) e colocou suas ações, que não param de subir, na bolsa de valores de Nova Yorque. Aí alguém diria, mas ela vende o Linux dela e a um preço muito similar a versão completa do Windows Server. Sim, mas qualquer um pode conseguir (legalmente, o que muito melhor) uma versão bastante similar, com funcionalidades semelhantes e até aparência semelhante de graça. Então porque alguém pagaria? Suporte. É onde muitos dizem que o custo total do Linux é maior (na verdade a maioria dos que dizem isso estão de alguma forma ligados à Micro$oft, empresas como a IBM e Sun têm números bem diferentes, o que torna os resultados obtidos pela Micro$oft no mínimo discutíveis), mas isso é outro assunto.

Diante disso, acho que a colaboração e o ganho, lucro mesmo, não precisam necessariamente em lados opostos. Quando as opiniões são muito acirradas, a chance de estarem erradas é bem grande. O idealismo fora de controle de alguns que esquecem que a movimentação da engrenagem depende do dinheiro e continuará assim, seria muita ingenuidade pensar diferente. Por outro lado o discurso que ninguém são acredita, a não ser a mãe do Ballmer e os ingênuos, que não deixa de lembrar os das grandes gravadoras que acham que vão vencer e acabar com o mp3 (eles sabem que não, mas nunca falariam isso em público). Se apenas meu pirão tiver farinha, muita gente passa fome.

O bem e o mal

agosto 31, 2007 4 comentários

Fora os fanáticos (esses não importa de que lado estão, normalmente não têm argumentos muito bem fundamentados ou a imparcialidade necessária) pela gigante do software de Redmont, a maioria concorda que as práticas da Micro$oft são predatórias no mercado, vide casos antigos como Netscape ou recentes como a condenação na União Européia. Afinal de contas é uma empresa e não uma obra de caridade, certo? O que poderíamos esperar, se tiver como derrubar o adversário antes que ele nos derrube, assim será feito.

Não sou muito fã da Micro$oft (até pela forma como grafo o nome fica claro), mas também estou longe de ser um fanático, um inimigo ou coisa parecida. Uso Linux sim, mas não só Linux, uso Windows também, aliás, no trabalho nem tenho outro sistema para escolher. Apesar disso reconheço o talento que a empresa tem, como maior companhia de software do mundo, e competência em diversas áreas. É conhecida principalmente pelo Windows, que além de fazer a empresa grande, poderosa e famosa, proporcionou o espaço necessário para o que provavelmente será seu ganha-pão no futuro. Os outros softwares, principalmente o Office, hoje, que apesar dos ótimos exemplos de suítes grátis e de muita qualidade, continua sendo, de longe, a melhor suíte de escritório do mundo.

O que fez a Microsoft chegar onde chegou foi a visão de futuro, mais de Bill Gates que de qualquer outro, de que todos acabariam tendo um PC em casa. Investir no DOS que a IBM lhe vendeu tão barato e transformar o então já MS-DOS em sucesso. Com o Windows, e sua interface copiada do sistema da Apple, a coisa deslanchou. Era entregar o que as pessoas queriam, isso era claro. Versatilidade do sistema da IBM, facilidade de uso do Mac e finalmente contar com a queda de preço dos PC’s, o que espantou a concorrência maciça da Apple.

Hoje o Windows já não é mais aquele, praticamente a única opção do mercado, os Mac’s estão muito mais baratos, mas os PC’s ainda mais, há sistemas com facilidade de uso tanto quanto do Windows ou mais, mas ainda desconhecidos do grande público (é aqui que os fãs do pingüim me cruficicam, mas conheço pessoas que até gostam de computador, até tentam, mas quando vêem que o Linux é diferente, pedem pra voltar para o velho e “bom” Windows). Mas o medo da mudança, a necessidade de ter que aprender de novo algumas coisas, fazem dele a opção da maioria, o que gera um ciclo vicioso onde o que tem a base instalada se mantém, independente de sua qualidade intrínseca.

A Micro$oft já travou muitas batalhas e vinha ganhando todas de forma arrasadora e talvez por isso hoje pareça uma empresa tão diferente, o mundo não é mais o mesmo, graças a ela também, e não é mais tão fácil se manter no controle de tudo. Ainda mais quando esse tudo quer dizer tudo mesmo. Mercado de sistemas operacionais, vários tipos de software para as mais variadas funções, antes deixados pela Micro$oft em outras mãos, como música, vídeo, proteção e segurança, jogos, hardware (consoles de jogos, joysticks, players) e por aí vai. Como sempre correu para ganhar, está numa batalha feroz contra a antes toda-poderosa dos consoles, Sony, ainda sem um destino para o mercado, o XBox360 e o Playstation 3 tem muito o que brigar.

O Office é o melhor do mundo, mas extremamente caro e com funções que 90% do seu público não usa no dia-a-dia, não justificando sua compra, enquanto a concorrência distribui grátis. Muito mais por inércia que outra coisa, o Office continua, no Brasil com uma mãozinha da pirataria (que cá entre nós é bem interessante para própria Micro$oft, já que ela mesma não combate a sério, melhor ter uma base instalada que não pague para que as grandes corporações e o governo paguem). O mercado de segurança tem muitos rivais, alguns de muito peso, como a Symantec e McAfee, ainda falta muito para uma definição. Na internet, depois de “superar”o Netscape, reinou absoluta por muito tempo, fazendo padrões em desacordo com a W3C (organismo internacional que determina os padrões da internet, para que todos possam ter como usar), e outros abusos que só com mais de 98% de participação é possível. Mas o Firefox anda tirando o sono da euipe de internet deles, ganhando terreno e se mostrando melhor e mais flexível, além de mais seguro, para quem usa, não há melhor.

Mas a briga feia mesmo é dos sistemas operacionais. O Linux se tornou, na visão do “novo” CEO, um inimigo a ser combatido, no melhor estilo “Dick Vigarista”. Mentiras espalhadas na net, suposições ditas em palestras e eventos de repercussão, são parte da estratégia. Um site dedicado a contar “anedotas” sobre como o usuário pode saber a verdade sobre como o Linux não funciona, é complicado, o Windows só tem casos de sucesso, várias pessoas fizeram a migração para o Linux e retornaram ao Windows porque ele não é bom e é mais caro por causa do treinamento e suporte e outras dessas seria um exagero, mas existe.

Para os fanáticos dos dois lados, achos que seus líderes os abandonaram. Bill Gates, após deixar de ser o CEO da empresa, já disse muitas coisas favoráveis sobre o Linux, mais uma vez demonstrando sua visão, ele sabe que o Linux é melhor e mais estável e também que a Micro$oft não depende do Windows para sobreviver. Linus Torvalds (pai do Linux) não se mostra em momento algum preocupado com o Windows e nem se dedica a criticá-lo. Em algumas entrevistas evita o assunto, apesar de sempre ser perguntado sobre isso em algum aspecto. O Windows não é importante para ele, o kernel do Linux, sim.

Onde isso tudo vai parar? Por que o título do artigo seria O bem e o mal? Se até agora pareceu que o a Micro$oft é personificação do mal e o Linux é bonzinho, acho que você se enganou. Se fosse, quando citei o CEO da empresa não teria dito que o estilo dele é o do Dick Vigarista, teria dito Darth Vader, isso seria ser mal. Acho ele mal intencionado, mas muito atrapalhado, palhaço e canastrão. Coloquei esse título porque é difícil identificar onde está o bem e onde está o mal. Uma das empresas que mais preocupa a Micro$oft, apesar de tudo o que já falei aqui, ainda não citei, o Google. Está ameaçando vários territórios dominados e outros ainda por dominar, com serviços inovadores e grátis para o usuário, criando necessidades como muito bem faz a Apple, além de começar a distribuir os serviços de Office online (plano da Micro$oft há alguns anos já) na frente da rival. Então aí está o mal… alguém mais apressado já concluiria. Porém aí também não está, pelo menos não de forma clara.

Sou usuário de vários serviços Google e de alguns dos softwares que necessitam de instalação também. Longe de mim afirmar que o mal está lá, mas vendo alguns movimentos, me pergunto, e não posso deixar de me perguntar, onde isso nos leva? Tais práticas e tantas guerras são a saudável concorrência que sempre é melhor para o consumidor? A melhor empresa ou o melhor serviço ficarão por cima? Muitas vezes parece que não. Acho q o bem e o mal estão nas pessoas, tanto dessas empresas como as que estão em suas casas. Desde desenvolvedores a usuários (o que acaba incluindo os desenvolvedores, porque eles também usam computadores, internet, etc), quem pode dizer que a visão que fez os PC’s populares é algo ruim? Que a usabilidade proposta pela Apple (que hoje fascina tanto com o iPod e o iPhone, não só mais o MacOS e o Macintosh) é ruim? Seria então facilitar o processo de encontrar algo específico nesse universo que a internet se tornou? Ou o espírito colaborativo onde milhares de pessoas no mundo inteiro aprimoram softwares sem cobrar nada e com tal rapidez (correções de falhas de segurança no Linux não levam nem 10% do tempo que levam no Windows) e qualidade (quem se impressionou com o visual Aero do Vista não sabe onde ele foi inspirado, o Linux já possui esse tipo de ferramenta há anos e ainda não é nem o começo, muito mais avançado) que desafiam as leis do capitalismo e a sensação geral de aumento crescente do individualismo?

Todos os lados dessa briga tem bons e maus, o bem e o mal estão no uso dado a cada uma das idéias e ferramentas apresentadas ou citadas aqui. Para muitas coisas isso é natural de se ver, para outras a discussão é sempre acalorada e polêmica como com armas, facas não precisam de regulamento e ninguém questiona, mas armas de fogo são outra coisa, além de precisar de regulamentação, há muitas opiniões diferentes a respeito de como deveria ser esse regulamento. Mas no fundo, o uso da ferramenta que pode ser bom ou mau, a ferramenta em si não tem o poder de ser. Assim como as empresas que não são boas ou más, são feitas de pessoas e essas sim são boas ou más. A Micro$oft, por exemplo, pela revista Forbes, estaria em 4º lugar entre as melhores empresas para executivos. Boa para uns e ruim para outros? Talvez, o que importa é que são as pessoas e não as marcas ou empresas ou ferramentas que fazem o bem e também o mal.