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Archive for the ‘Internet’ Category

Fedora 17, impressões

maio 31, 2012 1 comentário
fedora 17

Tela do Fedora 17 com KDE

Esse foi um lançamento para o qual eu não estava particularmente ansioso. Sempre quero ver as novidades, o que tem de diferente para a versão que me “acostumei” (quando muito uso por seis meses antes de trocar pela seguinte) e muitas vezes procuro algum dos mirrors que possa ter deixado disponível antes por engano.

Dessa vez acompanhei de longe, fui lembrado por uma mensagem alguns dias antes e no dia do lançamento repeti o procedimento, baixei assim que possível. A instalação tinha algumas diferenças, notei depois que tinha acabado que alguns passos não tive de fazer, foi mais rápido.

As principais novidades que se encontra em quase todo lugar (também vai encontrar aqui) são:

  • Linux kernel 3.3.4;
  • GNOME 3.4;
  • KDE SC 4.8;
  • Firefox 12;
  • GIMP 2.8;
  • GCC 4.7;
  • OpenJDK 7;
  • PHP 5.4;
  • Suporte a multitouch;
  • Integração do systemd; e
  • OpenStack Essex.

Existem outras, claro, mas essas chamam mais a atenção e são maiores em alguns casos. Tudo funcionando pouco tempo depois de resolver instalar, como sempre do zero, formatando a partição /, mas isso já é o padrão, seria uma decepção se não acontecesse. Agora é tentar acostumar com esse nome, Beefy Miracle, que aqui entre nós, está ficando cada vez pior, tenho até medo do próximo.

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Respeito é bom e eu gosto

maio 1, 2011 2 comentários

Há algum tempo atrás me deparei com uma discussão numa lista sobre uma prática de várias companhias aéreas, entre elas todas as que dominam o mercado brasileiro, sites que exigem o uso do navegador Internet Explorer. Como faz algum tempo que não viajo de avião, foi algo que me preocupou, mas que pela correria diária, coisas para fazer, acabei esquecendo.

A ideia me voltou à mente essa semana e resolvi escrever a respeito, já que precisamos nos expressar e denunciar esse tipo de coerção. Eu só não sabia quem antes de terminar (acabei mudando e reescrevendo o post depois do fato) eu seria mais uma vítima do problema.

Para uma viagem de família, fui solicitado a comprar as passagens, acharam até os voos para mim, só teria de entrar no site e comprar, fácil e rápido. Entrei, escolhi destino, data, preenchi dados de passageiros e aí começou o problema, o programa de milhagem, que não lembro nem o nº nem a senha. Claro que lá estava o link para a recuperação desses dados, qual não foi minha surpresa ao clicar redireciona para a seguinte página:

Página da Gol solicitando Internet Explorer

Lá estava o problema, nem tinha me dado conta do post meio escrito que vinha elaborando. Desrespeito puro e simples, só tenho a opção do link para instalação do navegador, nada mais. Em casa uso Linux, um Fedora 14 com KDE, como navegadores o Firefox, o Chrome e de vez em quando o Opera ou o Epiphany. Algumas vezes uso o celular para comprar, navegar e coisas do gênero, um iPhone 3GS, o que me deixa com o Safari, em nenhuma dessas plataformas tenho acesso ao famigerado Internet Explorer.

O que deveria fazer, deixar algo seguro e confiável, que já uso com sucesso para praticamente qualquer outra atividade na web, em favor de uma tecnologia conhecidamente insegura, propensa a problemas e bugs, ainda mais que no fim das contas, só trás dor de cabeça? Será que é isso que as empresas que confiam nos web designers a esse ponto desejam que eu faça? Não creio que as pessoas que estão em lugares mais altos da hierarquia dessas empresas sequer saibam do que estou falando, apenas acreditaram no web designer que disse que tudo está funcionando bem, ele testa, no IE claro, e funciona.

O problema com isso é que toda vez que tecnologias desse tipo são usadas, viram um pesadelo para todos os outros, até hoje há um esforço enorme por parte de quem faz páginas descentes para torná-las compatíveis com a versão 6 do IE, o primeiro a espalhar esse conceito de ter tecnologias próprias e que não seguiam as orientações do W3C (quem sugere todas as regras usadas na web, estabelece padrões e que os bons navegadores aceitam).

Logo agora que algumas páginas começam a não mais dar suporte ao IE 6, forçando usuários que ainda não atualizaram seus sistemas a finalmente fazê-lo, deixando esse problema, vamos começar mais um monstro desses para o futuro próximo, é inacreditável.

A questão é que muita gente usa o IE e nem sequer para um instante e pensa, entre os que usam outros navegadores, muitos tem o IE, numa situação dessa apenas trocam de navegador, não estão acostumados a exercer seus direitos de consumidor, tornando a questão um problema menor. As empresas estão acostumadas a fazer como querem já que o público aceita.

Para mim que trabalho com isso e tenho de verificar que as aplicações aceitem vários navegadores (sempre tenho problemas com o IE que não aceita um monte de coisas legais e que tornam as páginas melhores e mais bonitas) e também não uso Windows em casa, o problema realmente incomoda ou impede alguma coisa.

Mas mesmo quando estou no trabalho, onde o padrão é IE, se verifico uma página inconsistente com outros navegadores, nunca deixei de enviar uma mensagem, sempre cordial, avisando do problema, porque é um problema, é o único navegador, entre os mais conhecidos, que ignora as recomendações do W3C para uso de tecnologia própria, tentando forçar todos a usarem o IE.

Infelizmente ainda teremos de conviver com isso muito tempo, porque seria necessário consciência, sair da zona de conforto, reclamar, nem que apenas mandando uma mensagem (quando tenho escolha, não uso serviços de empresas que não aceitam navegadores descentes) pedindo correção, Há ainda um longo caminho a percorrer pelo respeito ao direito de liberdade de escolha.

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Golpe baixo

fevereiro 7, 2011 Deixe um comentário
Google_vs_Microsoft

A luta do século

Tem tempo que uma guerra entre as duas principais potências do software está acontecendo. Assim que o nome Google deixou de ser apenas uma referência a um motor de busca a Microsoft deixou as barbas de molho, o que, convenhamos, não adiantou rigorosamente nada, o crescimento Google parece irrefreável.

Para quem acompanha um pouco essa luta consegue ver golpes duros sendo desferidos em ambos os lados, mas pouco progresso real em termos de levar a vitória para quem quer que seja, somente luta, e cada vez mais acirrada. O pior é que quanto mais a Microsoft luta com suas armas mais conhecidas e que sempre deram resultados impressionantes contra outros adversários, mais vê que está perdendo território e mesmo que demore, acabará perdendo, o que parece impensável para o tamanho do domínio alcançado. Sem muito trabalho isso fica bem visível com o lançamento do Chrome e seu crescimento vertiginoso para bater o Internet Explorer e o anúncio do Chrome OS, tornando com conceito de Sistema Operacional obsoleto, portanto irrelevante. Isso sem mencionar a gama de serviços gratuitos que incluem até uma suíte office online.

Se as armas convencionais não funcionam, basta apelar para as não convencionais, mas o que seria isso num mundo onde a inovação é a palavra de ordem? Atacar o coração, esse é o ponto, vencer o Google no seu território, o motor de busca. A essa altura do campeonato isso parece impossível, o Yahoo mostrou que ter a fama por muito tempo e fazer uma completa remodelagem, inclusive alcançando resultados semelhantes, não é suficiente para bater o gigante. Assim mesmo a Microsoft fez seu motor de busca, o Bing, e com altos investimentos conseguiu que alguém usasse.

Existem sites que comparam os resultados desses motores de busca, como o BlindSearch, você faz a busca e ele apresenta 3 colunas de resultado, uma Google, outra Yahoo e outra ainda Bing. Só que não diz qual é qual e tem um botão de votação, após votar você fica sabendo em qual. Fazendo alguns testes, testando a relevância dos resultados é fácil perceber que são praticamente equivalentes.

google-vs-microsoft

Símbolos em guerra


Semana passada a briga esquentou e muito, num artigo bomba no Search Engine Land (especializado em motores de busca, como nome bem define) o Google publica uma história bem forte, onde acusa a Microsoft de copiar os resultados de seu motor e apresentá-los como do Bing. O artigo está em inglês e é um pouco técnico, mas de fácil compreensão. Pouco depois a Microsoft rebate dizendo que não houve roubo e apresenta argumentos considerados fracos e no blog oficial do Google é publicado um resumo da ópera (infelizmente tudo em inglês, mas use uma ferramenta de tradução).

Segundo o Google, cujos argumentos são bem mais convincentes, a prova para o roubo é que pesquisas falsas, que não tem relacionamento com o resultado, foram feitas usando computadores com Windows instalado e rodando no Internet Explorer. A página de resultado nada tinha a ver com o termo pesquisado e mesmo assim após usar algumas vezes no Google começou a aparecer no Bing, o mesmo resultado, na mesma ordem. Esperei alguns dias para ver o resultado, mas parece que pelo lado Google existe alguma satisfação em ter provado um ponto e do lado Microsoft a esperança de que isso caia em esquecimento, como tudo o mais quando tantas notícias são lançadas por dia.

Muitos sites publicaram notas sobre o ocorrido, mas depois disso nada, não sei se isso chegará aos tribunais, se fica por isso mesmo, é certo que mais uma vez fica provado que no mundo dos negócios as grandes corporações agem da forma que for possível, não há limites e ninguém pode confiar em ninguém. Fica a pergunta, quem vai dominar o mundo?

Conexões e marginalidade

junho 14, 2010 1 comentário

Coisas simples podem passar desapercebidas por muitos. Já publiquei aqui, tempos atrás, posts a respeito de problemas com conexão à internet. Esperava ter pelo menos uma conexão ruim da qual reclamar, porque, francamente não espero muita coisa de nossas operadoras de telefonia (meio que pode me fornecer internet no momento) ou do governo.

Um post que estou preparando, em conjunto com esse, trata sobre minhas impressões sobre a nova versão do Fedora, a 13ª. Uma das coisas que digo é que demorei muito a baixar essa versão, justamente por conta desses problemas de conexão, também falo do alívio de ter conseguido configurar o modem 3G, tendo conexão 5 minutos após iniciar a máquina. Como se esperasse por problemas.

Nesse ponto alguém poderia perguntar "Por que deveria haver algum problema?", simples, como já me aconteceu antes, por alguma diferença entre as duas versões, o modem simplesmente se recusa a aceitar os comandos passados a ele pelo discador que tenho de criar a cada vez que mudo de modem ou de versão do Fedora, o que acontece com grande frequência. E se algo assim ocorrer só tenho como procurar ajuda pela internet, que no caso não terei. A operadora de telefonia, quase sem exceção, diz que seu modem é incompatível com o sistema operacional Linux e lava as mãos. As que não dizem isso é porque fornecem uma versão de discador junto com o modem, parece melhor, certo? Na verdade não é, quando existe um discador o modem não funciona com um discador criado pelo usuário, que passa a depender de um aplicativo de código fechado, portanto, imutável. No caso de problemas a operadora se limita a dizer que um discador é fornecido com o modem e que não presta suporte.

Sempre parece que o problema está no Linux, principalmente para quem vê de fora, mas na verdade o problema é do modem ou do aplicativo fornecido para utilizá-lo. Alguns dos modelos que já tive o (des)prazer de usar são:

modem 3G do tamanho de um roteadorYiso da vivo, o primeiro que consegui. Era enorme, mas como tinha antenas externas, havia a esperança que o problema da falta de sinal fosse sanado, e por algum tempo foi. Funcionava com veocidades muito boas quando estava em lcal onde o sinal é bom e em minha casa com metade da velocidade contratada ou menos que isso. Após algum tempo tive problemas em iniciar a conexão e logo após isso ele "morreu".

na época era caro e eu usaria por poucas horas por diaHuaweii da Claro e da Tim, peguei num dia e devolvi no outro, não tinha antena para meu problema de sinal, logo não eram opções viáveis.

modelo menor e parecia bastante eficienteAiko da Vivo, funcionou bem por uns 5 meses, depois só conectava com Windows, emprestei para um colega que tem esse SO e estava sem internet, depois que ele me devolveu cancelei, não havia utilidade para mim num modem que por algum motivo, de uma hora para outra, passou a funcionar apenas com Windows. Meu notebook nem mesmo tem Windows, o que fazer com isso? Não ter o SO parecia uma barreira um pouco grande para mim (em tempo, ele veio com Windows Vista original, alguém quer comprar um DVD novinho, sem uso desse maravilhoso SO?).

modelo que uso atualmenteHuaweii da Tim, modelo mais moderno, que não se conecta como pendrive (problema de vários outros modelos, alguns exigiam que se conectasse como pendrive para pegar o discador e depois alterar o drive para que fossem reconhecidos como modems, no Windows isso não é necessário, mas apenas porque o SO não sabe exatamente o que está conectado, uma confusão), ao ser conectado baixa automaticamente seu discador, pelo menos no Windows. O Linux não permitiria que um pendrive fizesse isso, questões de segurança, claro, mas também não era problemático. Basta criar uma conexão por modem e indicar o dispositivo, funciona na hora.

Conecta muito bem, velocidade boa, de 600kbps a 2Mbps, dependendo do plano. Mas a antena não me permite ter internet dentro da minha casa (uma gaiola de Faraday como já expliquei em algum post que não vou procurar agora). Cheguei a comprar uma antena externa (é boa, mas é unidirecional, achar a posição é um parto), mas como dará algum trabalho para instalar, farei isso quando a preguiça passar.

Como já passei por quase todos os modelos, já vi todo tipo de problema com internet 3G, passei por alguns, fiquei estagnado em outros e tenho internet, depois não tenho mais, uma triste rotina que, incrivelmente, até um viciado em internet acaba se acostumando. Ao me acostumar percebi que meu novo estado é o de um marginalizado. Quem nunca teve internet não sabe estimar o quanto é importante ou faz falta. quem sempre teve, por outro lado, não sabe avaliar como seria ficar sem, já que efetivamente nunca fica sem, não por períodos longos.

O modo como vejo as coisas já mudou, quando estou em algum lugar onde teria conexão, não sei mais o que fazer com ela, verifico os emails, mas parece sempre que teria milhões de coisas que deixei pendente, mas o que seria mesmo? É difícil saber, assim de pronto, o que eu gostaria de fazer na internet. se me der tempo para pensar poderia fazer uma lista, mas como fazer a lista se nem sei quando terei acesso. Escrevo num papel e fico andando com ele no bolso?

Minha participação na comunidade Fedora, o que fazer? Sair? Esquecer? Esperar o problema se resolver parece mais acertado, já que continuo usuário Fedora e entusiasta do Software Livre. Mas dúvidas como essa me passam pela cabeça assim que tenho a oportunidade de usar a internet.

Com esse modem tenho acesso quase todos os dias, mas no horário de trabalho não posso escrever para blogs. Com essa ferramenta de blogs (Blogilo, falo dela no próximo post) faço tudo offline, em casa. Levo o notebook para o trabalho e posso em segundos enviar para o blog o conteúdo produzido. Pode ser que me faça voltar a essa atividade e comece a voltar a ser usuário de internet, cansei de ser marginal.

Teste de publicação

junho 11, 2010 Deixe um comentário

O blog não recebe atualizações há tempos e provavelmente não é lido por ninguém também, mas algumas ferramentas de publicação automática podem me ajudar a usar novamente um blog.

Talvez não especificamente esse, mas outros (é verdade, tenho alguns e todos parados no momento).

Talvez use mais vezes para continuar testando a ferramenta, o que já seria algum movimento.

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Modem Yiso o 3G da Vivo

junho 3, 2008 Deixe um comentário

Publiquei no Guia do Hardware, se não conhece deveria considerar passar um tempinho olhando um pouco é um site muito respeitado sobre hardware no Brasil, um artigo sobre como conectar-se à internet usando o modem Yiso, modelo adotado pela operadora de telefonia celular Vivo.

Trata-se de um passo-a-passo (howto pra usuários Linux é um termo mais conhecido) para usar essa conexão para quem tem o Fedora. A dica é baseada no Fedora (testada no werewolf 8 e no sulphur 9), mas teoricamente funciona para qualquer distro.

Espero que aproveitem. O link é esse.

Ah! O fim da novela… (será?)

dezembro 13, 2007 Deixe um comentário

Há uma semana parece que a novela em que se tornou meu acesso à internet finalmente acabou. Depois de tentar vários contatos com a Brasil Telecom, que não irá me atender e pelo menos teve a decência de reconhecer para que eu ñ fique mais esperando por eles, fui atrás de outras opções, outras tecnologias.

Primeiro o mais óbvio, internet via rádio. Uma rápida Googlada e tinha o endereço de umas 4 ou 5 empresas que operam aqui no DF. Um problema, todas que eu ligava não tinham garantia de cobertura para minha casa. Poderia funcionar, mas também poderia não funcionar e eles não aceitariam o equipamento de volta. Um empresa, cuja sede é perto da minha casa, tinha a cobertura e por saber que tem poucos concorrentes pratica um contrato que não vale à pena, somente em último caso. Adesão a R$ 400,00, e é somente adesão mesmo, já que o equipamento fica com o cliente como aluguel, se encerra o contrato, devolve para a empresa, muito dinheiro se pensar nas possibilidades e preços disponíveis no mercado. Mensalidades também um pouco estranhas, um plano de R$ 30,00 com velocidade nominal de 70 kbps. Isso é pouco mais do que se consegue com internet discada, fora de cogitação. Perguntei por outros planos com mais velocidade, interessante a resposta, com velocidades de 100, 150, 200, 300 kbps e além. Mas o preço é completamente desproporcional, seguindo o preço do plano de 70 kbps, 100 ficaria algo em torno de R$ 43,00, pagaria até R$ 50,00. Ocorre que pula para R$ 80,00, ou R$ 125,00 o plano de 150 kbps e assim vai.

Não tinha muitas opções, mas também não me deixaria explorar dessa maneira, preferi ficar sem até achar alguma alternativa. Fiquei um tempo meio que conformado com a idéia de não ter acesso em casa, passando a usar o computador de maneira diferente (nunca assisti tantos filmes no PC). Me adaptei a diversas maneiras complicadas de fazer coisas normalmente simples quando se tem acesso direto, como atualizações de sistema. Até que comecei a procurar de novo, vi o acesso 3G das operadoras de celular como a melhor (mais acessível, sem muitas adaptações ou equipamentos). Teria apenas de pesquisar a respeito e se possível encontrar quem utilizasse para saber na prática.

Encontrei no local de trabalho uma pessoa que usava o da Vivo e uma que usava o da Tim, também fiquei sabendo que a Claro ofereceria o serviço na semana seguinte. Restava comparar preços, velocidades, limite de pacotes, equipamento, possibilidade de uso no Linux, coisas assim, apenas me certificando de fazer um bom negócio. O da Vivo inicialmente estava fora, porque era para acesso de notebooks, o modem era para encaixar na porta da placa PCMCIA. Mas a pessoa que trabalha aqui que já usou o serviço me falou que tinham um novo modelo, era maior (do tamanho de um modem ADSL), mas para uso em desktop não faz diferença. Procurei informações no site e em fóruns, nada sobre Linux, seria difícil ser esse.

O da Claro ainda não estava disponível no site, deixei de lado. O da Tim uma pessoa da minha sala usava. Bastante prático, um modem do tamanho de um celular pequeno, liga na porta USB e instala. Procurando informações na internet, descobri como conectá-lo usando Linux. Como tenho celular da Tim, indo à loja, não desembolsei nada e levei para casa o kit. Instalei, mas o sinal é bastante fraco (o que já sabia pela queda de sinal do meu celular, mas tinha de tentar), consegui conectar uma vez por alguns segundos. Tive que devolver tudo, é a vida. O plano mais alto oferece velocidade de 200 kbps e limite de download de 1 GB a uma preço de R$ 50,00 promocional por 6 meses, depois R$ 70,00.

Com todas as tentativas de conexão dessa opção, gastei quase 1 mês antes de devolver o kit, a essa altura a Claro já tinha disponibilizado seu serviço de acesso 3G, fui até a loja e o plano era de R$ 100,00 para velocidade de 1 Mbps e limite de download de 10 GB. Pareceu muito melhor, mas o modem era bem parecido com o da Tim, provavelmente o sinal fraco seria o problema. Aí pensei em comprar um notebook para acessar fora de casa e aceitar a proposta da Claro, resolvi que pensaria um pouco mais e se ainda quisesse o notebook, compraria.

Fui atrás da opção da Vivo, já que era a única a oferecer um modelo de modem diferente, além de maior, característica que não tem influência na escolha, ele vem com 2 antenas externas, isso sim poderia fazer toda diferença. Fui à loja, peguei o nome do modem e fiz uma pesquisa rápida, encontrei algumas opções, mas o drive do modem era ligeiramente diferente, não tinha como saber se funcionaria. Mesmo assim revolvi arriscar e levei o kit pra casa. Bem, o manual disponibilizado no site do fabricante tem instruções para instalação no Linux, para o modelo específico diz que com poucas alterações funciona também, só não diz quais alterações são essas.

Formatei meu windows (outra novela para uma coisa tão simples, quem sabe conto em outro post), sempre reinstalo a cada 1 ano ou pouco mais, instalei finalmente o Fedora 8 (tinha baixado na casa da sogra, literalmente, mas não tinha como fazer as atualizações necessárias, usava mais o Fedora 7) e parti para uma pesquisa mais detalhada. alguém teria instalado o modem, ou teria alguma dica de como fazê-lo. Achei diversas respostas para minha surpresa, já que o modelo é bastante recente. Copiei e levei para casa e ajustando algumas delas, funcionou. Windows instalado e com o antivírus atualizado, Fedora 8 instalado e razoavelmente atualizado (faltam uns 100 pacotes de pouco uso). Pronto, tenho acesso em casa.

Falta falar do plano, já que descrevi os outros, o que funcionou também, é o esperado, certo? Bem, o plano é de R$ 100,00, velocidade de 1 Mbps e sem limite de downloads. O problema é que não consigo o acesso com a tecnologia CDMA EVDO, a que tem essa velocidade, o sinal é suficiente para conectar, mas não tem qualidade suficiente para isso. O modem conecta usando o CDMA 1xRTT, aí a velocidade cai para um máximo de 150 kbps. Na verdade, a maior parte do tempo é bem menos que isso, uns 100 kbps. Mas para quem estava sem internet há uns 5 meses já, parece maravilhoso já.

Algumas observações, não moro numa caverna ou isolado da sociedade, esse problema de sinal é na minha casa mesmo, desconfio que tenha algo a ver com ela ser de concreto e não de tijolo. Na casa do vizinho meu celular tem sinal normal, na minha ele é fraco.

O acesso com o Linux é importante porque uso mais internet com Linux, é bem mais seguro, tenho o XP instalado, só não uso com muita freqüência porque me adaptei bem ao Linux, nada de fanatismo. Reinstalar o XP a cada 1 ano ou pouco mais é só para manter os arquivos de sistema “limpos”. O uso de dll’s em qualquer win é um pouco falho. Não faz diferença para a maioria, mas como instalo e desinstalo muito ele começa aquela história de travar e tal. Do modo como faço ele está sempre novinho e bastante estável.

Fedora é apenas o Linux que eu uso, há opções diferentes para todos os gostos, são as distros, acredito já ter postado algo aqui sobre isso.

Categorias:Fedora, Internet, Linux, Opinião