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Fedora 18, Spherical Cow? Mesmo?

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Com o lançamento do Fedora 17, codinome Beefy Miracle, como descrito no último post, expressei meu medo de que um nome ainda pior poderia vir, devia ter ficado de boca, ou blog, fechado. Spherical Cow realmente superou minhas expectativas mais pessimistas de pra onde esse processo está indo.

Deixando a decepção de lado, voltemos às impressões causadas pela versão, aquela-que-não-se-deve-nominar. Houve grandes mudanças, inclusive o instalador reescrito do zero, o que gerou um atraso nunca visto para um lançamento, de novembro passou a janeiro do ano seguinte. Não sei nem qual será o impacto nos próximos lançamentos se maio e novembro serão mantidos ou se tudo vai ser atrasado em 3 meses. A nova cara do anaconda:

fedora18

Anaconda na tela principal

Dessa vez, por conta da demora toda para o lançamento da nova versão, instalei o Fedora 18 Beta e cheguei a ficar usando por alguns dias, mas principalmente pela falta dos pacotes do rpmfusion (umas outras coisas, mas com menor importância), preferi voltar a usar o 17, que mantive funcionando em outra partição.

As diferenças no instalador são muitas, mas nada que alguém que já tenha instalado umas 3 ou 4 distros diferentes não dê conta com um pouco de atenção. Não há necessidade de consultar qualquer material se tem alguma experiência com instalações Linux, se não é o caso, já existem diversos tutoriais por aí explicando isso.

Duas coisas me incomodaram bastante nessa mudança no anaconda (o instalador), a configuração do teclado e a personalização dos pacotes. A primeira procura facilitar a escolha do teclado, mas o faz de maneira descuidada, eu explico, não seleciono mais os modelos de teclado, aceito a escolha automática combinada com a escolha de idioma ou escolho numa lista curtíssima (apenas 6 para português do Brasil), que para o meu caso, por exemplo, não atendem. Ao invés de selecionar um layout de teclado, baseado na minha escolha de idioma tenho algumas escolhas, das 6 que me deram, a que mais se aproxima do meu é o teclado português brasileiro, sem outras especificações.

Isso deixa uma monte de teclas ‘mortas’ e pelo menos no ambiente Gnome, impede a acentuação gráfica. Quase voltei à versão 17 só por esse problema, mas minha surpresa ao ver que usando o KDE, como é de minha preferência, ainda posso escolher o teclado pelo layout e não tenho qualquer outro problema com isso, me fez permanecer.

O segundo problema do instalador é que a opção de personalisar a escolha de pacotes foi eliminada e apenas a opção do perfil principal se manteve, isso permite escolher entre Gnome Desktop, KDE Plasma Workspaces, XFCE Desktop, LXDE Desktop, Suger Desktop Enviroment, Development and Creative Workstation, Web Server, Infrastructure Serve e Minimal Install. As opções são mutuamente excludentes e os pacotes selecionados em uma opção não ficam selecionados se a opção for alteraada. As duas próximas imagens mostram a diferença entre a tela antiga e a tela nova.

Anaconda versão antiga

Anaconda versão antiga

anaconda versão nova


Anaconda versão nova

Ao selecionar uma opção qualquer o usuário poderia ou personalizar cada pacote, agora não pode mais e ainda é impedido de selecionar pacotes de outra opção, o que limita muito a instalação e torna o DVD completo uma opção inútil, já que há uma spin do Fedora para cada uma dessas opções e não há como instalar pacotes de mais de uma delas. Parece pouco inteligente e também muito com o comportamento de instalações de softwares proprietários.

Depois de ter ficado bastante desapontado com a escolha do nome e depois com os problemas decorrentes da alteração no instalador, foquei positivamente, na instância que acara de instalar na partição principal, com a partição /home do meu usuário. Fiz as instalações de costume como quando mantinha a Wiki do Fedora, para ver se todas as alterações pós-instalação estavam funcionando bem antes de atualizar a wiki. Tudo correu bem, fora alguns problemas com o yumex, que aparentemente já resolvi.

E como disse numa discussão com usuários Fedora numa lista há uns dias atrás, comentando esses problemas, ‘Enfim, apesar de tudo acho melhor o Fedora ainda e sempre gostei do RH mesmo’. Acho q é coisa de fanboy, mas talvez demore a achar uma distro que me satisfaça, aí vou reclamar de tudo que o Fedora tem mudado e os usuários não tem gostado, mas vou continuar usando.

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