Arquivo

Archive for junho \14\UTC 2010

Fedora 13 – Goddard

junho 14, 2010 6 comentários

Desktop do Fedora 13Após um bom tempo sem nenhum post, apenas há poucos dias para um teste, resolvi colocar este. O que tem de mais, tá desatualizado, mas ainda é meu blog, não?

Como foi aqui que escrevi sobre o Fedora no passado, achei melhor voltar aqui já que o post é sobre o Fedora, no caso no Fedora 13, codinome "Goddard".

Lançado no dia 25/05/2010, a 13ª versão do Fedora parecia bastante aguardada pela comunidade. Confesso que em muito tempo foi a que mais demorei a testar. Levei quase duas semanas apenas para fazer o download (claro que o fato de estar com problemas de conexão em casa tem uma grande influência nisso), depois não instalei direto, esperei o dia seguinte, já que não teria como baixar pacotes e fazer atualiuzações até que saísse de casa e meu acesso 3G funcionasse.

A instalação correu como sempre (já estamos na 13ª versão, já fiz isso antes…) e logo estava com o novo Fedora. Era hora de ver se teria problemas com a internet. Criei a conexão e em menos de 5 minutos estava tudo funcionando. É um alívio que a maioria não poderia compreender, já que se houver algum problema fico sem conexão. Nesse post explico um pouco melhor o problema, para quem tiver interesse.

Voltemos ao Fedora 13. Para começar a aparência, sempre inova em alguma coisa, sempre tem a novidade, mas como sempre essa novidade é mais do mesmo, nada revolucionário ou que vá realmente chamar a atenção. Mas quem usa Fedora e já se interessou por isso sabe como funcionam as votações e todo o processo dentro do artwork, é inútil tentar mudar, basicamente desenhe você mesmo ou mude de distro. De qualquer formaé bonita e funcional, apenas não inovadora.

Alguns detalhes com novas versões de aplicativos do KDE, loguei com Gnome uma vez para ver se funcionava, sinto, não é para mim, e aplicativos novos também, pelo menos para mim. alguns são idéias interessantes, como o Blogilo, que tem uma interface local com as principais funcionalidades de um blog, que é o que uso para escrever este post. Pode parecer inútil, mas sem ele eu não escreveria o post, já que tenho de fazer isso offline e quando consigo conexão apenas transmito. Ainda falta muita coisa nele, ams o fato de funcionar já é o suficiente por agora.

Temos o Pino, para twitter e identi.ca, no meu caso o twitter não funcionou direito, mas o identi.ca sim, mas como pouco uso esse tipo de ferramenta (me adaptei a problemas de conexão), não sei se realmente cumpre bem o papel, mostra as atualizações, posta o conteúdo, não sei se precisa de mais alguma coisa.

Uma olhada rápida em outros aplicativos de uso mais constante, como BrOffice.org, Amarok, K3b, Xine, VLC, entre outros, mostram que fora alguma mudança mais cosmética, tudo permanece como antes, funcionando bem e estável. Até hoje espero acontecer os problemas que as pessoas costumam dizer que o Fedora tem por ser inovador. Parece que pouca coisa mudou fora o tema, que nem é tão diferente assim. Tudo o mesmo, apenas melhor e ligeiramente mais bonito.

Ultimamente tenho chegado à conclusão de que a inovação nem é tanta e os problemas decorrentes disso são tão poucos que para usuário doméstico que não se incomoda com o ciclo de vida curto (aposto que a maioria até gosta, para ter uma versão nova logo), não tem essa de sistema para usuário inexperiente.

Se a pessoa quiser usar e tiver uma boa internet (essa parte não tenho, mas já estou acostuma tanto à falta de internet quanto ao Feddora) não deve ter problema algum. Mas nada de ficar comparando às outras distros, de defender o Fedora e atacar Suse, Ubuntu, Mandriva ou qualquer outra. Cada um que se vire, se precisar de ajuda pede, eu ajudo quem me procura e acredito que todos fazem o mesmo.

Ser Fedoran é gostar da distro, mesmo com seus problemas, certo? Discutimos demais se devemos ou não mudar isso ou aquilo, para depois de tanto esforço chegar a uma conclusão o Fedora Project dizer que não é viável ou não é recomendável. Uso e devo continuar usando por muito tempo, porque me atende, mas flames deixo para os fanboys, tanto de um lado quanto do outro. eles que corram atrás do vento.

Categorias:Fedora, Opinião

Conexões e marginalidade

junho 14, 2010 1 comentário

Coisas simples podem passar desapercebidas por muitos. Já publiquei aqui, tempos atrás, posts a respeito de problemas com conexão à internet. Esperava ter pelo menos uma conexão ruim da qual reclamar, porque, francamente não espero muita coisa de nossas operadoras de telefonia (meio que pode me fornecer internet no momento) ou do governo.

Um post que estou preparando, em conjunto com esse, trata sobre minhas impressões sobre a nova versão do Fedora, a 13ª. Uma das coisas que digo é que demorei muito a baixar essa versão, justamente por conta desses problemas de conexão, também falo do alívio de ter conseguido configurar o modem 3G, tendo conexão 5 minutos após iniciar a máquina. Como se esperasse por problemas.

Nesse ponto alguém poderia perguntar "Por que deveria haver algum problema?", simples, como já me aconteceu antes, por alguma diferença entre as duas versões, o modem simplesmente se recusa a aceitar os comandos passados a ele pelo discador que tenho de criar a cada vez que mudo de modem ou de versão do Fedora, o que acontece com grande frequência. E se algo assim ocorrer só tenho como procurar ajuda pela internet, que no caso não terei. A operadora de telefonia, quase sem exceção, diz que seu modem é incompatível com o sistema operacional Linux e lava as mãos. As que não dizem isso é porque fornecem uma versão de discador junto com o modem, parece melhor, certo? Na verdade não é, quando existe um discador o modem não funciona com um discador criado pelo usuário, que passa a depender de um aplicativo de código fechado, portanto, imutável. No caso de problemas a operadora se limita a dizer que um discador é fornecido com o modem e que não presta suporte.

Sempre parece que o problema está no Linux, principalmente para quem vê de fora, mas na verdade o problema é do modem ou do aplicativo fornecido para utilizá-lo. Alguns dos modelos que já tive o (des)prazer de usar são:

modem 3G do tamanho de um roteadorYiso da vivo, o primeiro que consegui. Era enorme, mas como tinha antenas externas, havia a esperança que o problema da falta de sinal fosse sanado, e por algum tempo foi. Funcionava com veocidades muito boas quando estava em lcal onde o sinal é bom e em minha casa com metade da velocidade contratada ou menos que isso. Após algum tempo tive problemas em iniciar a conexão e logo após isso ele "morreu".

na época era caro e eu usaria por poucas horas por diaHuaweii da Claro e da Tim, peguei num dia e devolvi no outro, não tinha antena para meu problema de sinal, logo não eram opções viáveis.

modelo menor e parecia bastante eficienteAiko da Vivo, funcionou bem por uns 5 meses, depois só conectava com Windows, emprestei para um colega que tem esse SO e estava sem internet, depois que ele me devolveu cancelei, não havia utilidade para mim num modem que por algum motivo, de uma hora para outra, passou a funcionar apenas com Windows. Meu notebook nem mesmo tem Windows, o que fazer com isso? Não ter o SO parecia uma barreira um pouco grande para mim (em tempo, ele veio com Windows Vista original, alguém quer comprar um DVD novinho, sem uso desse maravilhoso SO?).

modelo que uso atualmenteHuaweii da Tim, modelo mais moderno, que não se conecta como pendrive (problema de vários outros modelos, alguns exigiam que se conectasse como pendrive para pegar o discador e depois alterar o drive para que fossem reconhecidos como modems, no Windows isso não é necessário, mas apenas porque o SO não sabe exatamente o que está conectado, uma confusão), ao ser conectado baixa automaticamente seu discador, pelo menos no Windows. O Linux não permitiria que um pendrive fizesse isso, questões de segurança, claro, mas também não era problemático. Basta criar uma conexão por modem e indicar o dispositivo, funciona na hora.

Conecta muito bem, velocidade boa, de 600kbps a 2Mbps, dependendo do plano. Mas a antena não me permite ter internet dentro da minha casa (uma gaiola de Faraday como já expliquei em algum post que não vou procurar agora). Cheguei a comprar uma antena externa (é boa, mas é unidirecional, achar a posição é um parto), mas como dará algum trabalho para instalar, farei isso quando a preguiça passar.

Como já passei por quase todos os modelos, já vi todo tipo de problema com internet 3G, passei por alguns, fiquei estagnado em outros e tenho internet, depois não tenho mais, uma triste rotina que, incrivelmente, até um viciado em internet acaba se acostumando. Ao me acostumar percebi que meu novo estado é o de um marginalizado. Quem nunca teve internet não sabe estimar o quanto é importante ou faz falta. quem sempre teve, por outro lado, não sabe avaliar como seria ficar sem, já que efetivamente nunca fica sem, não por períodos longos.

O modo como vejo as coisas já mudou, quando estou em algum lugar onde teria conexão, não sei mais o que fazer com ela, verifico os emails, mas parece sempre que teria milhões de coisas que deixei pendente, mas o que seria mesmo? É difícil saber, assim de pronto, o que eu gostaria de fazer na internet. se me der tempo para pensar poderia fazer uma lista, mas como fazer a lista se nem sei quando terei acesso. Escrevo num papel e fico andando com ele no bolso?

Minha participação na comunidade Fedora, o que fazer? Sair? Esquecer? Esperar o problema se resolver parece mais acertado, já que continuo usuário Fedora e entusiasta do Software Livre. Mas dúvidas como essa me passam pela cabeça assim que tenho a oportunidade de usar a internet.

Com esse modem tenho acesso quase todos os dias, mas no horário de trabalho não posso escrever para blogs. Com essa ferramenta de blogs (Blogilo, falo dela no próximo post) faço tudo offline, em casa. Levo o notebook para o trabalho e posso em segundos enviar para o blog o conteúdo produzido. Pode ser que me faça voltar a essa atividade e comece a voltar a ser usuário de internet, cansei de ser marginal.

Teste de publicação

junho 11, 2010 Deixe um comentário

O blog não recebe atualizações há tempos e provavelmente não é lido por ninguém também, mas algumas ferramentas de publicação automática podem me ajudar a usar novamente um blog.

Talvez não especificamente esse, mas outros (é verdade, tenho alguns e todos parados no momento).

Talvez use mais vezes para continuar testando a ferramenta, o que já seria algum movimento.

Categorias:Internet Tags: