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Ah! O fim da novela… (será?)

Há uma semana parece que a novela em que se tornou meu acesso à internet finalmente acabou. Depois de tentar vários contatos com a Brasil Telecom, que não irá me atender e pelo menos teve a decência de reconhecer para que eu ñ fique mais esperando por eles, fui atrás de outras opções, outras tecnologias.

Primeiro o mais óbvio, internet via rádio. Uma rápida Googlada e tinha o endereço de umas 4 ou 5 empresas que operam aqui no DF. Um problema, todas que eu ligava não tinham garantia de cobertura para minha casa. Poderia funcionar, mas também poderia não funcionar e eles não aceitariam o equipamento de volta. Um empresa, cuja sede é perto da minha casa, tinha a cobertura e por saber que tem poucos concorrentes pratica um contrato que não vale à pena, somente em último caso. Adesão a R$ 400,00, e é somente adesão mesmo, já que o equipamento fica com o cliente como aluguel, se encerra o contrato, devolve para a empresa, muito dinheiro se pensar nas possibilidades e preços disponíveis no mercado. Mensalidades também um pouco estranhas, um plano de R$ 30,00 com velocidade nominal de 70 kbps. Isso é pouco mais do que se consegue com internet discada, fora de cogitação. Perguntei por outros planos com mais velocidade, interessante a resposta, com velocidades de 100, 150, 200, 300 kbps e além. Mas o preço é completamente desproporcional, seguindo o preço do plano de 70 kbps, 100 ficaria algo em torno de R$ 43,00, pagaria até R$ 50,00. Ocorre que pula para R$ 80,00, ou R$ 125,00 o plano de 150 kbps e assim vai.

Não tinha muitas opções, mas também não me deixaria explorar dessa maneira, preferi ficar sem até achar alguma alternativa. Fiquei um tempo meio que conformado com a idéia de não ter acesso em casa, passando a usar o computador de maneira diferente (nunca assisti tantos filmes no PC). Me adaptei a diversas maneiras complicadas de fazer coisas normalmente simples quando se tem acesso direto, como atualizações de sistema. Até que comecei a procurar de novo, vi o acesso 3G das operadoras de celular como a melhor (mais acessível, sem muitas adaptações ou equipamentos). Teria apenas de pesquisar a respeito e se possível encontrar quem utilizasse para saber na prática.

Encontrei no local de trabalho uma pessoa que usava o da Vivo e uma que usava o da Tim, também fiquei sabendo que a Claro ofereceria o serviço na semana seguinte. Restava comparar preços, velocidades, limite de pacotes, equipamento, possibilidade de uso no Linux, coisas assim, apenas me certificando de fazer um bom negócio. O da Vivo inicialmente estava fora, porque era para acesso de notebooks, o modem era para encaixar na porta da placa PCMCIA. Mas a pessoa que trabalha aqui que já usou o serviço me falou que tinham um novo modelo, era maior (do tamanho de um modem ADSL), mas para uso em desktop não faz diferença. Procurei informações no site e em fóruns, nada sobre Linux, seria difícil ser esse.

O da Claro ainda não estava disponível no site, deixei de lado. O da Tim uma pessoa da minha sala usava. Bastante prático, um modem do tamanho de um celular pequeno, liga na porta USB e instala. Procurando informações na internet, descobri como conectá-lo usando Linux. Como tenho celular da Tim, indo à loja, não desembolsei nada e levei para casa o kit. Instalei, mas o sinal é bastante fraco (o que já sabia pela queda de sinal do meu celular, mas tinha de tentar), consegui conectar uma vez por alguns segundos. Tive que devolver tudo, é a vida. O plano mais alto oferece velocidade de 200 kbps e limite de download de 1 GB a uma preço de R$ 50,00 promocional por 6 meses, depois R$ 70,00.

Com todas as tentativas de conexão dessa opção, gastei quase 1 mês antes de devolver o kit, a essa altura a Claro já tinha disponibilizado seu serviço de acesso 3G, fui até a loja e o plano era de R$ 100,00 para velocidade de 1 Mbps e limite de download de 10 GB. Pareceu muito melhor, mas o modem era bem parecido com o da Tim, provavelmente o sinal fraco seria o problema. Aí pensei em comprar um notebook para acessar fora de casa e aceitar a proposta da Claro, resolvi que pensaria um pouco mais e se ainda quisesse o notebook, compraria.

Fui atrás da opção da Vivo, já que era a única a oferecer um modelo de modem diferente, além de maior, característica que não tem influência na escolha, ele vem com 2 antenas externas, isso sim poderia fazer toda diferença. Fui à loja, peguei o nome do modem e fiz uma pesquisa rápida, encontrei algumas opções, mas o drive do modem era ligeiramente diferente, não tinha como saber se funcionaria. Mesmo assim revolvi arriscar e levei o kit pra casa. Bem, o manual disponibilizado no site do fabricante tem instruções para instalação no Linux, para o modelo específico diz que com poucas alterações funciona também, só não diz quais alterações são essas.

Formatei meu windows (outra novela para uma coisa tão simples, quem sabe conto em outro post), sempre reinstalo a cada 1 ano ou pouco mais, instalei finalmente o Fedora 8 (tinha baixado na casa da sogra, literalmente, mas não tinha como fazer as atualizações necessárias, usava mais o Fedora 7) e parti para uma pesquisa mais detalhada. alguém teria instalado o modem, ou teria alguma dica de como fazê-lo. Achei diversas respostas para minha surpresa, já que o modelo é bastante recente. Copiei e levei para casa e ajustando algumas delas, funcionou. Windows instalado e com o antivírus atualizado, Fedora 8 instalado e razoavelmente atualizado (faltam uns 100 pacotes de pouco uso). Pronto, tenho acesso em casa.

Falta falar do plano, já que descrevi os outros, o que funcionou também, é o esperado, certo? Bem, o plano é de R$ 100,00, velocidade de 1 Mbps e sem limite de downloads. O problema é que não consigo o acesso com a tecnologia CDMA EVDO, a que tem essa velocidade, o sinal é suficiente para conectar, mas não tem qualidade suficiente para isso. O modem conecta usando o CDMA 1xRTT, aí a velocidade cai para um máximo de 150 kbps. Na verdade, a maior parte do tempo é bem menos que isso, uns 100 kbps. Mas para quem estava sem internet há uns 5 meses já, parece maravilhoso já.

Algumas observações, não moro numa caverna ou isolado da sociedade, esse problema de sinal é na minha casa mesmo, desconfio que tenha algo a ver com ela ser de concreto e não de tijolo. Na casa do vizinho meu celular tem sinal normal, na minha ele é fraco.

O acesso com o Linux é importante porque uso mais internet com Linux, é bem mais seguro, tenho o XP instalado, só não uso com muita freqüência porque me adaptei bem ao Linux, nada de fanatismo. Reinstalar o XP a cada 1 ano ou pouco mais é só para manter os arquivos de sistema “limpos”. O uso de dll’s em qualquer win é um pouco falho. Não faz diferença para a maioria, mas como instalo e desinstalo muito ele começa aquela história de travar e tal. Do modo como faço ele está sempre novinho e bastante estável.

Fedora é apenas o Linux que eu uso, há opções diferentes para todos os gostos, são as distros, acredito já ter postado algo aqui sobre isso.

Categorias:Fedora, Internet, Linux, Opinião
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