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Archive for outubro \31\UTC 2007

Desktop no bolso

outubro 31, 2007 Deixe um comentário

Uma coisa interessante é o tempo que podemos perder personalizando nosso PC de cada dia. Papel de parede, tema, cores, uma infinidade de coisas para ficar mais com a “nossa cara”. Claro que muita gente não liga para esse tipo de coisa, o computador é apenas uma ferramenta de trabalho, mas isso acaba ficando muito chato e “quadrado”.

Para quem, como eu, gosta de personalizar, existe um outro problema, nos acostumamos tanto com tudo à nossa maneira que levamos isso para o software também. Por exemplo, se você tenta convencer um usuário do Internet Explorer a usar o Firefox, normalmente ele vai achar que você é um tipo de idealista louco e às vezes pode chegar a usar na sua frente, depois abandona. Por que? Simples, ele não vê nenhuma vantagem nessas bobagens que você diz a respeito do Firefox, que além de não fazerem sentido também não servem para muita coisa.

Não é muito diferente do que sinto quando estou diante de um PC que não tem o Firefox, é como se fosse algo estranho, feito em outro planeta. Minhas extensões, onde estão? Lembro que quando clico com o botão direito várias opções do que fazer na página e outras coisas.

Nem sempre há como instalar softwares em outras máquinas, no meu local de trabalho, por exemplo, os usuários não têm permissão de instalar softwares e o padrão da casa não inclui o Firefox (que eu não vou deixar de usar por um detalhe como esse). Há outros softwares que gosto de usar e estou bastante adaptado, fiquei com o exemplo do Firefox porque é fácil de entender. Assim, para não ficar sem possibilidades de usar meu software preferido, seja por não ter como instalar, seja porque está na casa de um amigo, não vai usar esse PC de novo, não há tempo ou razão para instalar nada, você pode usar aplicativos portáteis, instalados no seu pen drive.

A idéia não é nova, mas vários aplicativos foram otimizados para esse uso e basta que você espete o pen drive na porta USB e tudo está como você se lembra. Uma suíte no portableapps, já trás muitos aplicativos comuns, mas você pode acrescentar e retirar para ficar mais ainda parecido com o seu gosto.

Vale a pena conferir e testar, ainda mais que é totalmente grátis, sem avisos, propagandas, tempo limite, nada, completamente grátis para uso e distribuição. Recomendo o uso de pen drives de pelo menos 1 GB para ter espaço para transportar arquivos e um bom nº de aplicativos, mas quanto maior melhor nesse caso. É difícil achar, mas não custa dizer que a USB deve ser 2.0 para otimizar o conexão e assim o uso dos aplicativos. Boa sorte!

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Categorias:Tecnologia

Farinha pouca, meu pirão primeiro

outubro 3, 2007 Deixe um comentário

É fácil entender a motivação por trás de empresas que produzem software, a produção tem custos altos com equipamentos e principalmente com mão-de-obra. Entregar o produto de todo esse investimento de “mão beijada”, assim, sem mais nem menos, seria completamente contra o capitalismo e o lucro. Tanto é que a maioria desses “nerds” que defendem o software livre nem trabalha, pelo menos essa é a idéia corrente em muitos meios que defendem, muitas vezes sem saber muito o porquê, já que a pessoa que defende esse tipo de idéia normalmente também é a que paga por, software proprietário. Não vejo qual o ganho pessoal, parece que defende ideais da mesma forma que os “nerds” e ainda paga por isso, não me parece muito inteligente.

Esse modelo parece ser o mais sensato e lógico, mas tenho algumas considerações a respeito. Uma coisa importante que passa batido quando as pessoas falam desse assunto, seja por não conhecer a história, seja por querer ver apenas um lado, é que o desenvolvimento de software, nos seus primórdios, seguia o modelo que hoje reconhecemos como software livre. Os programadores trabalhavam em projetos diferentes, de empresas diferentes, de universidades diferentes e as soluções encontradas eram partilhadas, de forma que o todo crescia mais rápido, sendo um bom exemplo de sinergia (ainda bem que já está fora de moda a palavra, muita gente usa isso para tudo), onde o todo é maior que a soma das partes.

Além de comum era o esperado, mas com o “florescimento” de grandes empresas de software e com a adoção das leis de propriedade intelectual sendo associadas a software o modelo mudou, e muito. Como o próprio software é algo relativamente novo, não acredito que muitos ângulos tenham sido estudados. Somente com a popularização da idéia por trás do software livre é que essa noção começou a mudar. É claro que é bom ressaltar que software livre não é Linux, ajudou muito nessa popularização, mas tem muito mais, a GPL é muito mais abrangente e fala mais sobre liberdade, como já disse aqui uma vez.

Ouvindo umas opiniões muito interessantes sobre o assunto, já que a discussão no Brasil parecia que nunca ia acontecer, mas com a “preferência” do Governo Federal por software livre isso acabou sendo obrigatório, percebi que as vantagens dos dois modelos não precisam necessariamente conflitar. O software livre é um caminho sem volta que tende a tomar os espaços em softwares de massa, como Sistemas Operacionais, Suítes de Escritório, aplicativos diversos de produtividade, edição de imagens, som, vídeo e a lista continua e é bem grande. Mas existe um nicho que o software livre terá muita dificuldade de penetrar, os softwares customizados, como vários tipo de ferramenta de gerência (BI, que embora tenha em versões de software de massa, isso não se aplica a muitas organizações).

Além disso, há várias empresas que estão subindo no mercado com idéias inovadoras nesse quesito. A Red Hat, distribui Linux com mesmo nome e patrocina vários aspectos do Fedora, já deixou a NASDAQ (o equivalente da bolsa de valores, mas para empresas de TI, quase todas de internet) e colocou suas ações, que não param de subir, na bolsa de valores de Nova Yorque. Aí alguém diria, mas ela vende o Linux dela e a um preço muito similar a versão completa do Windows Server. Sim, mas qualquer um pode conseguir (legalmente, o que muito melhor) uma versão bastante similar, com funcionalidades semelhantes e até aparência semelhante de graça. Então porque alguém pagaria? Suporte. É onde muitos dizem que o custo total do Linux é maior (na verdade a maioria dos que dizem isso estão de alguma forma ligados à Micro$oft, empresas como a IBM e Sun têm números bem diferentes, o que torna os resultados obtidos pela Micro$oft no mínimo discutíveis), mas isso é outro assunto.

Diante disso, acho que a colaboração e o ganho, lucro mesmo, não precisam necessariamente em lados opostos. Quando as opiniões são muito acirradas, a chance de estarem erradas é bem grande. O idealismo fora de controle de alguns que esquecem que a movimentação da engrenagem depende do dinheiro e continuará assim, seria muita ingenuidade pensar diferente. Por outro lado o discurso que ninguém são acredita, a não ser a mãe do Ballmer e os ingênuos, que não deixa de lembrar os das grandes gravadoras que acham que vão vencer e acabar com o mp3 (eles sabem que não, mas nunca falariam isso em público). Se apenas meu pirão tiver farinha, muita gente passa fome.