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O verdadeiro avanço

junho 16, 2014 Deixe um comentário

Tem muito tempo sem nenhum post, comecei a priorizar outras coisas, muitas mudanças no trabalho, fazendo diversos cursos, uma filha, enfim, meu mundo virou de cabeça para baixo. Estava justamente pensando nisso esses dias, nunca mais nada escrito aqui, na verdade fora os registros que fiz sobre minha filha, nada em lugar algum.

Diversos assuntos que gostaria de comentar me chamaram a atenção durante esse tempo, mas ainda assim não consegui transformar essa vontade em texto.

Ainda que tenha sido dessa forma, o post atual não é fruto de um interesse maior no assunto, apenas coincidiu de reencontrar um assunto que vi no noticiário especializado e hoje, durante um intervalo entre atividades ver de novo, logo depois de mais uma vez lembrar que nunca mais tinha escrito nada.

A energia fluindo é sempre impressionante

A energia fluindo é sempre impressionante

O que vi e achei inesperado, mas de verdade uma decisão bem ponderada foi que que a Tesla Motors decidiu abrir mão de todas as suas patentes para que o desenvolvimento do carro elétrico possa aumentar o ritmo, fez um comunicado oficial da decisão em seu site. Parece loucura, já que eles produzem carros elétricos e “vivem disso”, porém precedentes importantes apontam em outra direção.

O desenvolvimento de software hoje parece mostrar o contrário disso, mas a maioria das linguagens de programação foram criadas num ambiente muito diferente. O movimento open source parece marginal nos dias atuais, mas antes era o comportamento padrão, todo software era compartilhado. Foi assim que tudo começou.

Na verdade foi assim que tudo começou para todos que se envolvem com tecnologia, porque o conhecimento é acumulado ao se observar o que outros fizeram, se nada fosse compartilhado não haveria programadores novos e ainda estaríamos usando cobol e assembly.

Claro que isso se trata de software e muita gente que conhece esses fatos apóia (por alguma razão desconhecida) o modelo atual de desenvolvimento de software, afinal como as empresas iriam sobreviver sem proteger sua propriedade intelectual? E mais, o que tudo isso teria a ver com patentes, já que os carros elétricos tem muito mais hardware do que software a ser protegido?

O modelo no fim das contas é o mesmo e o desenvolvimento de um setor como um todo é muito maior como ocorreu com o software em seu início e há um bom exemplo disso.

No início dos anos 80, os computadores ainda eram do tamanho de salas, e tudo apontava para um mundo onde computadores cada vez maiores seriam a solução, já que não havia motivos para pensar que seria viável computadores pessoais. Já havia os Macintosh da Apple, bem caros, e poucos outros, como o Sinclair e o Commodore 64, ambos mais usados para jogos do que para qualquer outra atividade.

Como esse cenário chegaria onde estamos hoje? Computadores espalhados por toda parte, milhões deles? Simples, uma das maiores empresas do ramo, a IBM, acreditou no que chamaram de computador pessoal, o PC (da sigla em inglês). Desenvolveram em segredo o que viria a ser o início de tudo que conhecemos hoje como computador.

Deu muito certo, mas para que o desenvolvimento dessa tecnologia pudesse mesmo atingir a todos precisava de muito mais ideias e muito mais gente produzindo, além de um sistema operacional. Ironicamente a empresa que entrou com o sistema operacional e saiu do ostracismo por essa jogada da IBM hoje é um dos maiores exemplos de barreira ao movimento open source, a Micro$oft. Até então era apenas uma pequena empresa vendendo um sistema operacional que parecia não interessar a ninguém.

Como todas as partes do novo PC eram desenvolvidas de maneira aberta para que todos pudessem acompanhar, foi um grande sucesso em poucos anos se tornou o padrão nas casas por todo o mundo.

Se a Tesla Motors conseguir que o desenvolvimento do carro elétrico tenha um avanço maior com a desistência de suas patentes é possível que em breve seja tão comum ver um deles como ver um movido a gasolina. Talvez, mais adiante nem haja mais movidos a motor de combustão interna, esperemos.

Parabéns à Tesla Motors pela iniciativa e que tenha sucesso.

Logo da empresa de carros elétricos

Logo da empresa de carros elétricos

Recomeço interessante

botão iniciar

Tempos atrás pude participar de uma iniciativa que buscava analisar a viabilidade de uso de Software Livre em Desktops no STF, que já usa em servidores e alguns softwares isolados. Cheguei a publicar aqui como essa grande mudança estava começando, mas como tudo depende do direcionamento superior, se os cabeças mudam tudo pode mudar. Não parece a melhor forma, mas é a realidade.

Agora em outra área, uma nova iniciativa também avalia a viabilidade de uso de Software Livre nos Desktops, com um enfoque completamente diferente, estações de trabalho para desenvolvedores. Ainda em fase de testes, algumas estações estão rodando o OpenSuse 12.3 em dual boot com o Windows já presente nas máquinas.
A ideia é saber quais problemas podem ser enfrentados numa possível troca de padrão, pelo menos para os desenvolvedores dispostos a usar Linux em suas máquinas.
Os voluntários tem papéis diferentes e se ajudam na solução dos problemas que vão surgindo, como a configuração da rede, colocar a máquina no domínio interno, configuração das IDE‘s, email corporativo, entre outros.
Sobre o email, como o ambiente é Exchange 2007 em transição para o 2010 no servidor, tivemos de fazer funcionar nas duas plataformas e MS Outlook 2010 nas máquinas cliente. Depois de algumas tentativas frustradas conseguimos configurar com sucesso. Por isso resolvi publicar uma dica no site Viva o Linux para compartilhar a solução com outros com o mesmo problema, máquinas cliente rodando Linux com Evolution tendo de se conectar a servidores Exchange com email, tarefas e agenda compartilhados, como é o padrão de quem usa esse tipo de solução.
Espero que isso possa ser só o início de uma avaliação maior que demonstre que o Software Livre não só é viável em ambiente corporativo do governo, como também é preferencial por sua eficiência e menor custo.

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Adeus iPhone, já vai tarde

janeiro 25, 2013 Deixe um comentário
iPhone 3GS

iPhone 3GS

Tenho um iPhone há alguns anos, comprei porque achava que era a melhor opção do mercado, seu único concorrente de peso seria uma versão mais nova do mesmo. Sendo usuário, entusiasta e defensor do Software Livre, algumas pessoas chegaram a me questionar pela escolha, mas não dei atenção e segui feliz com minha aquisição.

Pouco tempo depois resolvi ‘libertar’ meu telefone, usei o jailbreak e fiquei ainda mais feliz, afinal agora tinha o controle, poderia instalar o que quisesse e a Apple não poderia fazer nada. Foi na mesma época que aposentei meu mp3 player, apesar de gostar muito dele e ser prático, usar o telefone me livrava de carregar um aparelho a mais, bem pequeno (do tamanho de um pen drive), mas um aparelho a mais, que ainda exigia recarregar a bateria de tempos em tempos.

Me deparei com a única coisa que me incomodava na época a respeito do iPhone, a necessidade de usar o iTunes para gerenciar os backups e gerenciar a coleção de músicas que ouviria no carro. Como não uso windows e não tenho acesso a nenhum mac, isso com certeza seria um problema. Instalei no trabalho, mas a coleção de músicas ainda era problema.

Instalei uma versão do windows 7 com a desculpa de jogos e conseguir usar o iTunes, escolhi uma boa coleção de músicas e pude ficar um bom tempo sem pensar nisso. Quando a coleção já precisava de uma reciclada, fui fazer a troca e descobri que meu windows não bootava, levei mais de 6 meses para reunir coragem e instalar de novo (hoje acho um processo extremamente chato e demorado, instalar e configurar o windows, tudo é difícil, tudo demora, tem o problema da segurança, anti-vírus, drives de vídeo, de áudio, simplesmente sem sentido fazer isso).

As novas versões do iPhone vieram e pensei em trocar, afinal, se fizesse a atualização do sistema, perderia o jailbreak e teria de instalar tudo de novo e vi muita gente reclamando que o modelo do meu iPhone, se atualizado, ficaria muito lento, praticamente me obrigando a comprar outro. Depois de resistir um pouco resolvi que trocaria mesmo, mas com o avanço dos telefones com Android tive de considerar outras possibilidades.

Comecei a pesquisar e acabei decidindo não comprar outro iPhone, mas o preço dos concorrentes não era muito menor, se ia trocar não seria por algo inferior, na verdade também não seria inferior ao melhor iPhone também. Isso me deixava poucas opções e acabei decidindo que quando trocasse seria pelo Samsung Galaxy SIII, só faltava a coragem de desembolsar mais de R$ 1.500,00. Como o melhor da Apple estava mais de R$ 2.000,00, ainda que fosse bastante ainda estava fazendo um bom negócio.

Troquei antes o de minha digníssima, também queria um com Android e por conta da câmera de 5 megapixel, escolheu o Galaxy SII Lite. Achei bem interessante e deveras impressionante, apesar de não ser minha escolha, mesmo que minha escolha tenha me parecido um pouco grande demais. Ajudei a configurar, transferir os dados, o que me impressionou, já que tudo foi muito fácil e rápido, usando o Bluetooth.

Samsung Galaxy SII

Samsung Galaxy SII

Nem tinha o costume de usar o Bluetooth, já que a tecnologia Apple não permite que faça troca de arquivos diretamente sem intervenção do iTunes. Na verdade só passei a usar essa tecnologia quando troquei de carro e o novo tinha comunicação Bluetooth para ligações e ouvir músicas (aposentei outro aparelho, o transmissor FM).

Como nem tudo são flores o SII deu defeito e minha esposa teve de esperar quase um mês pelo conserto e ainda perdeu todos os dados, já que ela não faz backups. Pouco tempo depois o telefone dela desligou de novo, sem motivo, a assistência técnica não encontrou qualquer defeito, o que deixou ela muito revoltada, tanto que desistiu do telefone, queria o antigo de volta, mas já tinha dado a uma amiga.

De tanto ela reclamar, ofereci meu iPhone a ela, que ela sempre achou muito legal, e arrisquei ficar com um telefone que poderia parar a qualquer momento, meu primeiro contato com o Android. Sincronizei meus contatos com a agenda do Google (único jeito que conheço para transferir pelo menos essa parte dos dados) e fui me aventurando, mesmo que penando a princípio, com uma tecnologia que  rapidamente começou a me parecer bem familiar.

Apesar de minha esposa ter ficado de verdade com o telefone pouco mais de 3 meses, ela acha irreconhecível depois que está comigo, também achou impressionante o telefone fazer tanta coisa, com tantos aplicativos que instalei. O único problema até agora é espaço, tendo apenas 4Gb de espaço útil, mais 2Gb para aplicativos, fico bem limitado com minha coleção de músicas, mas é bem difícil achar que vou voltar a usar um iPhone.

A liberdade é ótima e quando você experimenta não quer mais pensar em voltar atrás. Tudo que era bonito e funcional, agora parece trivial e as limitações não deixam a menor saudade. Encontrei substitutos para todos os aplicativos que usava, achei um monte de outros que não tinha e já estou mirando no SIII, quem sabe o SIV. Foi bom enquanto durou, mas agora estou como queria, Linux no computador e no telefone.

Fedora 18, Spherical Cow? Mesmo?

janeiro 25, 2013 Deixe um comentário

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Com o lançamento do Fedora 17, codinome Beefy Miracle, como descrito no último post, expressei meu medo de que um nome ainda pior poderia vir, devia ter ficado de boca, ou blog, fechado. Spherical Cow realmente superou minhas expectativas mais pessimistas de pra onde esse processo está indo.

Deixando a decepção de lado, voltemos às impressões causadas pela versão, aquela-que-não-se-deve-nominar. Houve grandes mudanças, inclusive o instalador reescrito do zero, o que gerou um atraso nunca visto para um lançamento, de novembro passou a janeiro do ano seguinte. Não sei nem qual será o impacto nos próximos lançamentos se maio e novembro serão mantidos ou se tudo vai ser atrasado em 3 meses. A nova cara do anaconda:

fedora18

Anaconda na tela principal

Dessa vez, por conta da demora toda para o lançamento da nova versão, instalei o Fedora 18 Beta e cheguei a ficar usando por alguns dias, mas principalmente pela falta dos pacotes do rpmfusion (umas outras coisas, mas com menor importância), preferi voltar a usar o 17, que mantive funcionando em outra partição.

As diferenças no instalador são muitas, mas nada que alguém que já tenha instalado umas 3 ou 4 distros diferentes não dê conta com um pouco de atenção. Não há necessidade de consultar qualquer material se tem alguma experiência com instalações Linux, se não é o caso, já existem diversos tutoriais por aí explicando isso.

Duas coisas me incomodaram bastante nessa mudança no anaconda (o instalador), a configuração do teclado e a personalização dos pacotes. A primeira procura facilitar a escolha do teclado, mas o faz de maneira descuidada, eu explico, não seleciono mais os modelos de teclado, aceito a escolha automática combinada com a escolha de idioma ou escolho numa lista curtíssima (apenas 6 para português do Brasil), que para o meu caso, por exemplo, não atendem. Ao invés de selecionar um layout de teclado, baseado na minha escolha de idioma tenho algumas escolhas, das 6 que me deram, a que mais se aproxima do meu é o teclado português brasileiro, sem outras especificações.

Isso deixa uma monte de teclas ‘mortas’ e pelo menos no ambiente Gnome, impede a acentuação gráfica. Quase voltei à versão 17 só por esse problema, mas minha surpresa ao ver que usando o KDE, como é de minha preferência, ainda posso escolher o teclado pelo layout e não tenho qualquer outro problema com isso, me fez permanecer.

O segundo problema do instalador é que a opção de personalisar a escolha de pacotes foi eliminada e apenas a opção do perfil principal se manteve, isso permite escolher entre Gnome Desktop, KDE Plasma Workspaces, XFCE Desktop, LXDE Desktop, Suger Desktop Enviroment, Development and Creative Workstation, Web Server, Infrastructure Serve e Minimal Install. As opções são mutuamente excludentes e os pacotes selecionados em uma opção não ficam selecionados se a opção for alteraada. As duas próximas imagens mostram a diferença entre a tela antiga e a tela nova.

Anaconda versão antiga

Anaconda versão antiga

anaconda versão nova


Anaconda versão nova

Ao selecionar uma opção qualquer o usuário poderia ou personalizar cada pacote, agora não pode mais e ainda é impedido de selecionar pacotes de outra opção, o que limita muito a instalação e torna o DVD completo uma opção inútil, já que há uma spin do Fedora para cada uma dessas opções e não há como instalar pacotes de mais de uma delas. Parece pouco inteligente e também muito com o comportamento de instalações de softwares proprietários.

Depois de ter ficado bastante desapontado com a escolha do nome e depois com os problemas decorrentes da alteração no instalador, foquei positivamente, na instância que acara de instalar na partição principal, com a partição /home do meu usuário. Fiz as instalações de costume como quando mantinha a Wiki do Fedora, para ver se todas as alterações pós-instalação estavam funcionando bem antes de atualizar a wiki. Tudo correu bem, fora alguns problemas com o yumex, que aparentemente já resolvi.

E como disse numa discussão com usuários Fedora numa lista há uns dias atrás, comentando esses problemas, ‘Enfim, apesar de tudo acho melhor o Fedora ainda e sempre gostei do RH mesmo’. Acho q é coisa de fanboy, mas talvez demore a achar uma distro que me satisfaça, aí vou reclamar de tudo que o Fedora tem mudado e os usuários não tem gostado, mas vou continuar usando.

Linus anuncia que a numeração do kernel vai mudar

maio 30, 2011 Deixe um comentário

Foto de Linus na Wikipedia

Hoje, no git do kernel do Linux, chegou um commit diferente, o próprio Linus Torvalds, criador do Linux, que incluiu a seguinte mensagem a seu commit:

Linux 3.0-rc1

.. exceto que haja vários scripts que conheçam três números, então se chamará "3.0.0-rc1".

Com sorte, na época em que o lançamento final estiver pronto, nós teremos esse zero extra resolvido.

É uma mudança um pouco maior que as anteriores, além de pular o 2.8.x, indo direto ao 3.0, o último grupo de números seria deixado de lado sempre que possível. Mas o que isso realmente quer dizer? Para entender, é necessário saber um pouco sobre a numeração do kernel, ocorre da seguinte maneira.

Hoje estamos na série 2.6.x, onde "x" é o número atual, no meu notebook seria 2.6.38.6-26.rc1.fc15.i686.PAE.Vamos decifrar isso, o 2 é o número principal, quando o Linux estava num estágio que foi considerado pronto passou do 0.x.x para 1.x.x e quando recebeu inovações bastante importantes, passou para 2.x.x. Passando, claro, por um longo período na série 1.x.x.

Logo após vem o número 6 que define que um kernel estável. Se for um número par faz parte dos estáveis e os ímpares da fase de desenvolvimento. Assim, antes de se chegar na série 2.6.x, enquanto a maioria usava a 2.4.x, o desenvolvimento ocorria na série 2.5.x de numeração semelhante.

No caso do número que estou usando, o 38 é o do lançamento, qual versão e o restante de pequenas mudanças e correções com o 6-26.rc1 e da distro, fc15 para Fedora 15 e i686.PAE para a arquitetura.

Parece complicado, mas para quem não trabalha com isso e nem compila o próprio kernel, pelo motivo que seja, não faz a menor diferença, muitos usuários que não tem problema em usar seu Linux preferido nem sabem qual versão do kernel usam nem como poderiam saber.

Dessa forma, para mudar seria para a série 2.8.x e não para a 3.x.x, muito menos para 3.x, como é a proposta, mas há uma discussão sobre essa mudança e o Linus bateu o martelo na questão e pouco depois enviou uma mensagem à lista de emails do kernel explicando suas razões e reabrindo a discussão, embora a numeração vá mudar de qualquer maneira.

Apesar de muitas atualizações em drives e zilhões de outras pequenas atualizações e alterações, Linus diz que não é uma grande mudança, ou como ele colocou, "não estamos fazendo um KDE 4 ou Gnome 3", que tiveram versões completamente remodeladas, apenas "não me sinto confortável com uma numeração acima de 40" e que "vem bem a calhar coincidindo com os 20 anos do Linux".

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Fedora 15 no ar

maio 24, 2011 Deixe um comentário
Fedora Project

Imagem do site do Fedora

A nova versão do Fedora, o 15, está disponível a partir de hoje, dia 24 de maio de 2011. Como existe uma nova versão a cada seis meses, isso nem chega a ser uma grande novidade para a maioria dos não usuários, mas para quem tem interesse em Linux, dessa vez é diferente. Por quê? Muitas novidades num pacote só, vamos comentar algumas para facilitar o entendimento.

O novo Gnome 3. A primeira distro a adotar a nova e revolucionária versão do Gnome com GTK3. Muita coisa diferente, é um grande passo, e na direção certa, apoio ao upstream. Também uma nova versão do KDE com atualizações interessantes, para quem usa esse gerenciador de janelas, como eu mesmo.

Outro passo bem largo, uma aposta na verdade, é o sistema de arquivos, para quem quiser usar o Ext, não tem problemas, mas estará disponível para os bravos usuários do Fedora, o Brtfs. Por tudo que já li a respeito na net, parece ótimo, outra coisa é formatar sua partição raiz e colocar, será feito ainda hoje.

Mais mudanças, o initd será substituído pelo Systemd, que permitirá, entre outras coisas, o aproveitamento dos processadores de vários núcleos durante a iniciação dos sistemas, tornando o boot ainda mais rápido. Tem o inconveniente de ser bem diferente do que estamos acostumados e teremos de aprender de novo coisas simples como alterar o modo de execução de algum aplicativo.

Outra alteração que vai gerar impacto será a nova nomenclatura dos dispositivos de rede, agora baseada na origem do dispositivo e não apenas no tipo. Isso certamente fará com que vários scripts tenham de ser atualizados, mas como a nomenclatura deve permanecer nesse novo padrão por um bom tempo, é uma vez e pronto, está alterado e pronto para funcionar novamente.

Existem novas versões de diversos aplicativos, mas isso acontece em cada atualização do Fedora, uma que vale a pena citar é o Firefox 4, padrão de navegador do Fedora. São muitas inovações e quebras de paradigma, o Fedora sempre foi inovador, mas vinha tendo atualizações com poucas mudanças e novidades, para ver as mudanças era necessário pular uma versão. Essa tem muita coisa, inclusive para usuários de outras distros testarem, mesmo não adotando o Fedora, porque logo essas coisas podem estar na sua distro preferida, ou não.

Chega de papo, baixe o Fedora 15 aqui.

Participação no Consegi 2011

maio 20, 2011 Deixe um comentário

Consegi 2011

O Congresso Internacional Software Livre e Governo Eletrônico – Consegi, está na sua 4ª edição (minha 3ª participação) aconteceu em Brasília, nas dependências da ESAF, de 11 a 13 de maio de 2011. O tema para essa edição é Dados Abertos para a Democracia na Era Digital, embora diversos assuntos tenham seu lugar e tenham sido tratados.

No site do evento pode ser encontrada toda a programação de palestras e oficinas oferecidas aos participantes do evento, de uma variedade incrível, apesar da maioria estar ligada ao tema central. Como quase toda a programação era concorrente, seria impossível participar de uma pequena porção, ainda mais de tudo disponível.

o sobre shell script completamente grátis, Participei de algumas palestras a respeito de dados abertos no governo, por ter muito interesse no assunto por conta do meu trabalho, com destaque para a categoria "Dados Abertos, e-Democracia e Gestão de Conhecimento Governamental" e mais especificamente o debate "Dados Abertos e as questões sobre Privacidade, Integridade, Disponibilidade, Credibilidade e Autoria" com a participação de Rufus Pollock da OKFn (Open Knowledge Foundation) e Cláudio Berrondo do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial).

O destaque para esse debate em particular é por conta das questões levantadas, de muito interesse para quem se interessa por dados abertos, principalmente no governo. Um bom exemplo seria quais dados podem ser abertos e de qual maneira, como bem lembrado pelo representante do INPI, dados sujeitos a patentes podem gerar outras patentes, logo deve haver um cuidado sobre a licença usada nessa liberação, ou quem libera os dados pode vir a ter que pagar royalties por dados que originou.

Uma solução para esse problema poderia ser uma licença de dados abertos proposta pela OKFn, Open Data Commons, que pode ser do tipo "share-alike", que prevê que os dados abertos usados podem gerar mais dados que também devem ser compartilhados, da mesma forma que os originais.

Outra parte foram as oficinas, ao invés de debates ou explanações, assuntos mais específicos, como mini cursos. Participei de uma sobre o ASES, um software livre do governo, disponível no portal do software público, que analisa sites com relação a qualidade no html, css, baseado no W3C e no e-MAG (padrão do governo para construção de sites e portais) e acessibilidade, incluindo usabilidade e barreiras com relação a visão (para cegos, com diferentes problemas de daltonismo, miopia, glaucoma, entre outros), muito interessante e muito útil, além de promover consciência e inclusão, recomendo muito.

Também participei da oficina de Expressões Regulares do Júlio Neves, que me lembrou mais uma vez da importância e da flexibilidade do shell do Linux, capaz de muito mais do que se imagina e de maneira simples e elegante. Vale lembrar que no site do Julio você encontra um livro sobre shell script completamente grátis, compensa uma visita.

Outra oficina muito interessante foi a do Inkscape, que não pude participar por absoluta falta de vagas, software de desenho vetorial, muito bom e poderoso. Para quem conhece é difícil achar melhor, mesmo entre os proprietários, simples e direto e capaz de rivalizar com o top de mercado sem fazer feio, além de ser de graça. É um dos casos onde o líder só é líder por ignorância de muitos, tive a oportunidade de comparar durante um curso e não achei ferramentas melhores ou mais sofisticadas.

Outra coisa importante foi ter encontrado o pessoal da Transparência Hacker e discutir o projeto de transparência para o legislativo e suas implicações, o que me fez entrar na lista de discussão deles e começar a contribuir com esse e outros projetos em andamento, muito interessantes e importantes para o país.

Por último, mas não menos importante, para ficar com o clichê, mas que é verdade, participei do Installfest, com uma sala exclusiva durante o evento. Pude participar durante duas tardes, ajudando novos usuários com suas dúvidas a respeito de Linux e também ter duas sessões exclusivas para o Fedora, mostrando aos participantes o passo-a-passo da instalação do Fedora 14 numa máquina virtual, com otimização de particionamento, alguns macetes e dicas pós instalação.

Algumas mídias distribuídas com o pessoal do evento e várias ISO’s copiadas pelos participantes garantiram que o Fedora estivesse acessível a todos os interessados. Também divulguei o lançamento do Fedora 15 e com ele suas principais mudanças, como a versão nova do KDE, o inédito Gnome 3 tão aguardado e com tantas mudanças que pude comentar com o pessoal presente, o novo sistema de arquivos, entre outras novidades interessantes.

Foi um evento interessantíssimo e por isso um post tão longo, mas que vai trazer muita coisa boa para meu desenvolvimento no trabalho e nos projetos que participo, pretendo continuar participando nas próximas edições e pode ser o mesmo para outros para quem posso dizer que vale a pena estar lá.

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