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Respeito é bom e eu gosto

maio 1, 2011 2 comentários

Há algum tempo atrás me deparei com uma discussão numa lista sobre uma prática de várias companhias aéreas, entre elas todas as que dominam o mercado brasileiro, sites que exigem o uso do navegador Internet Explorer. Como faz algum tempo que não viajo de avião, foi algo que me preocupou, mas que pela correria diária, coisas para fazer, acabei esquecendo.

A ideia me voltou à mente essa semana e resolvi escrever a respeito, já que precisamos nos expressar e denunciar esse tipo de coerção. Eu só não sabia quem antes de terminar (acabei mudando e reescrevendo o post depois do fato) eu seria mais uma vítima do problema.

Para uma viagem de família, fui solicitado a comprar as passagens, acharam até os voos para mim, só teria de entrar no site e comprar, fácil e rápido. Entrei, escolhi destino, data, preenchi dados de passageiros e aí começou o problema, o programa de milhagem, que não lembro nem o nº nem a senha. Claro que lá estava o link para a recuperação desses dados, qual não foi minha surpresa ao clicar redireciona para a seguinte página:

Página da Gol solicitando Internet Explorer

Lá estava o problema, nem tinha me dado conta do post meio escrito que vinha elaborando. Desrespeito puro e simples, só tenho a opção do link para instalação do navegador, nada mais. Em casa uso Linux, um Fedora 14 com KDE, como navegadores o Firefox, o Chrome e de vez em quando o Opera ou o Epiphany. Algumas vezes uso o celular para comprar, navegar e coisas do gênero, um iPhone 3GS, o que me deixa com o Safari, em nenhuma dessas plataformas tenho acesso ao famigerado Internet Explorer.

O que deveria fazer, deixar algo seguro e confiável, que já uso com sucesso para praticamente qualquer outra atividade na web, em favor de uma tecnologia conhecidamente insegura, propensa a problemas e bugs, ainda mais que no fim das contas, só trás dor de cabeça? Será que é isso que as empresas que confiam nos web designers a esse ponto desejam que eu faça? Não creio que as pessoas que estão em lugares mais altos da hierarquia dessas empresas sequer saibam do que estou falando, apenas acreditaram no web designer que disse que tudo está funcionando bem, ele testa, no IE claro, e funciona.

O problema com isso é que toda vez que tecnologias desse tipo são usadas, viram um pesadelo para todos os outros, até hoje há um esforço enorme por parte de quem faz páginas descentes para torná-las compatíveis com a versão 6 do IE, o primeiro a espalhar esse conceito de ter tecnologias próprias e que não seguiam as orientações do W3C (quem sugere todas as regras usadas na web, estabelece padrões e que os bons navegadores aceitam).

Logo agora que algumas páginas começam a não mais dar suporte ao IE 6, forçando usuários que ainda não atualizaram seus sistemas a finalmente fazê-lo, deixando esse problema, vamos começar mais um monstro desses para o futuro próximo, é inacreditável.

A questão é que muita gente usa o IE e nem sequer para um instante e pensa, entre os que usam outros navegadores, muitos tem o IE, numa situação dessa apenas trocam de navegador, não estão acostumados a exercer seus direitos de consumidor, tornando a questão um problema menor. As empresas estão acostumadas a fazer como querem já que o público aceita.

Para mim que trabalho com isso e tenho de verificar que as aplicações aceitem vários navegadores (sempre tenho problemas com o IE que não aceita um monte de coisas legais e que tornam as páginas melhores e mais bonitas) e também não uso Windows em casa, o problema realmente incomoda ou impede alguma coisa.

Mas mesmo quando estou no trabalho, onde o padrão é IE, se verifico uma página inconsistente com outros navegadores, nunca deixei de enviar uma mensagem, sempre cordial, avisando do problema, porque é um problema, é o único navegador, entre os mais conhecidos, que ignora as recomendações do W3C para uso de tecnologia própria, tentando forçar todos a usarem o IE.

Infelizmente ainda teremos de conviver com isso muito tempo, porque seria necessário consciência, sair da zona de conforto, reclamar, nem que apenas mandando uma mensagem (quando tenho escolha, não uso serviços de empresas que não aceitam navegadores descentes) pedindo correção, Há ainda um longo caminho a percorrer pelo respeito ao direito de liberdade de escolha.

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Golpe baixo

fevereiro 7, 2011 Deixe um comentário
Google_vs_Microsoft

A luta do século

Tem tempo que uma guerra entre as duas principais potências do software está acontecendo. Assim que o nome Google deixou de ser apenas uma referência a um motor de busca a Microsoft deixou as barbas de molho, o que, convenhamos, não adiantou rigorosamente nada, o crescimento Google parece irrefreável.

Para quem acompanha um pouco essa luta consegue ver golpes duros sendo desferidos em ambos os lados, mas pouco progresso real em termos de levar a vitória para quem quer que seja, somente luta, e cada vez mais acirrada. O pior é que quanto mais a Microsoft luta com suas armas mais conhecidas e que sempre deram resultados impressionantes contra outros adversários, mais vê que está perdendo território e mesmo que demore, acabará perdendo, o que parece impensável para o tamanho do domínio alcançado. Sem muito trabalho isso fica bem visível com o lançamento do Chrome e seu crescimento vertiginoso para bater o Internet Explorer e o anúncio do Chrome OS, tornando com conceito de Sistema Operacional obsoleto, portanto irrelevante. Isso sem mencionar a gama de serviços gratuitos que incluem até uma suíte office online.

Se as armas convencionais não funcionam, basta apelar para as não convencionais, mas o que seria isso num mundo onde a inovação é a palavra de ordem? Atacar o coração, esse é o ponto, vencer o Google no seu território, o motor de busca. A essa altura do campeonato isso parece impossível, o Yahoo mostrou que ter a fama por muito tempo e fazer uma completa remodelagem, inclusive alcançando resultados semelhantes, não é suficiente para bater o gigante. Assim mesmo a Microsoft fez seu motor de busca, o Bing, e com altos investimentos conseguiu que alguém usasse.

Existem sites que comparam os resultados desses motores de busca, como o BlindSearch, você faz a busca e ele apresenta 3 colunas de resultado, uma Google, outra Yahoo e outra ainda Bing. Só que não diz qual é qual e tem um botão de votação, após votar você fica sabendo em qual. Fazendo alguns testes, testando a relevância dos resultados é fácil perceber que são praticamente equivalentes.

google-vs-microsoft

Símbolos em guerra


Semana passada a briga esquentou e muito, num artigo bomba no Search Engine Land (especializado em motores de busca, como nome bem define) o Google publica uma história bem forte, onde acusa a Microsoft de copiar os resultados de seu motor e apresentá-los como do Bing. O artigo está em inglês e é um pouco técnico, mas de fácil compreensão. Pouco depois a Microsoft rebate dizendo que não houve roubo e apresenta argumentos considerados fracos e no blog oficial do Google é publicado um resumo da ópera (infelizmente tudo em inglês, mas use uma ferramenta de tradução).

Segundo o Google, cujos argumentos são bem mais convincentes, a prova para o roubo é que pesquisas falsas, que não tem relacionamento com o resultado, foram feitas usando computadores com Windows instalado e rodando no Internet Explorer. A página de resultado nada tinha a ver com o termo pesquisado e mesmo assim após usar algumas vezes no Google começou a aparecer no Bing, o mesmo resultado, na mesma ordem. Esperei alguns dias para ver o resultado, mas parece que pelo lado Google existe alguma satisfação em ter provado um ponto e do lado Microsoft a esperança de que isso caia em esquecimento, como tudo o mais quando tantas notícias são lançadas por dia.

Muitos sites publicaram notas sobre o ocorrido, mas depois disso nada, não sei se isso chegará aos tribunais, se fica por isso mesmo, é certo que mais uma vez fica provado que no mundo dos negócios as grandes corporações agem da forma que for possível, não há limites e ninguém pode confiar em ninguém. Fica a pergunta, quem vai dominar o mundo?

Navegar é preciso

setembro 27, 2007 1 comentário

Ainda por conta do problema que já coloquei aqui com a companhia telefônica* e sua presteza em me atender, estou sem acesso à internet em casa, o que prejudica muito a freqüência com que posso postar alguma coisa. Poderia, claro, ao pensar num assunto de interesse, para compartilhar com outras pessoas, escrever em casa (o computador não tem problema nenhum, funciona que é uma beleza, só não se conecta, não tenho placa faxmodem para conectar pela discada e a linha não “tem disponibilidade” no momento para conexão ADSL), num editor de texto, até numa versão offline do wordpress para saber como fica no final.

Mas sabe que descobri não ser a mesma coisa? As atividades que hoje tenho no computador mudaram tanto que nem me reconheço. Tanta coisa que fazia, corriqueiramente, agora sem a internet parecem meio sem graça, não só a falta de navegar mesmo, de procurar coisas novas, mas trabalhar no site offline, que é necessário para os testes que faço antes de colocar no ar (um portal de linux que mantenho junto com amigos), agora são mais difíceis. Outras coisas que raramente fazia e hoje não parecem estranhas mais, como ver vídeos e filmes, ler livros inteiros. “Naquela tela?”, diriam alguns, eu também acho, mas está divertido fazer isso agora. Simplesmente está divertido, o que mais posso dizer?

Tem alguns textos e revistas virtuais que acompanho, acho a leitura mais simples agora, apesar de baixar a revista enquanto estou no trabalho, guardar no pendrive e só ler depois de organizar as coisas em casa (tem umas 5 ou 6 que ainda não li, levei várias e ainda tinha outras, de quando podia contar com a internet) .

Alguns textos, justamente por serem direcionados a usuários de computador que estão diante dele no momento da leitura, trazem links, essa parte eu perco, porque não posso acessar no momento que os vejo e me esqueço de procurar por isso quando chego ao trabalho. Porém quase sempre isso não é necessário para o entendimento, apenas um complemento e também tem pouca coisa que o texto quer dizer e não está ali já escrito, uma grande vantagem. Já que algumas das coisas que deixei de ler foi justamente por isso, me acostumei (até demais) com o Google, dúvidas? dá uma googlada que passa. Tirava as dúvidas e nem sequer me dava ao trabalho de anotar a solução, uma vez que o oráculo parecia estar sempre ali, ao alcance de um clique.

Agora para ler coisas que dependem de internet, precisa ter tempo enquanto estou no trabalho, o que nem sempre é verdadeiro, para escrever aqui, idem. Aí vejo a falta que a internet faz, já me conformei como desplugado, desconectado, com minha nova vida offline. Não é ruim ser assim, aproveito o tempo de outra forma, mas sei das facilidades que perdi. Sei que ainda não estou preparado para viver longe da tecnologia, mas também sei que não dependo dela como imaginava, há um meio termo que não é muito diferente do que havia imaginado que fosse. Pensando assim parece até que me libertei de um mal qualquer, o que não é o caso, para quem não sabe dosar, para quem deixa a vida virtual tomar espaço da vida real isso é um problema e eu estou vivendo justamente o oposto disso agora, conheço a tecnologia e gosto dela, apenas não tenho o acesso no momento.

Se alguém acha que estou em apuros, recomendo que se desligue da internet um pouco também, mal não vai fazer, garanto. Mas se é justamente o contrário, acha que agora que começo aviver ou aproveitar o que avida tem de melhor, aí a recomendação é para parar de ter medo dos computadores, eles não mordem e nem tudo o que você fizer vai invariavelmente destruir todos os dados que o computador contém além de espalhar um vírus mortal em toda a rede do planeta. Além disso, do perigo não ser assim tão grande (é sempre bom lembrar, o risco existe, apenas não é tão grande como pintado, nem também é tão pequeno como os que usam windows por opção ou por falta de conhecimento gostariam que fosse**), você pode se surpreender com o número de coisas interessantes que se pode fazer com um computador e pode até gostar, não custa tentar.

P.S. Algumas observações importantes:

* A indisponibilidade de ADSL informada pela BrasilTelecom, segundo eles, se deve a 2 fatores, falta de portas disponíveis na central que atende o lugar onde moro, cancelei uma linha e comprei outra, a pessoa que compartilhava a conexão comigo numa rede para os 2 computadores em casa comprou depois de mim e já tem ADSL.

O outro fator é a distância da casa até a central, superior a 3 km o que inviabiliza a habilitação da linha. Apesar de saber que essa distância é de 2 km ou menos, sei onde ficam as 2 (minha casa, óbvio, e a central), acho essa explicação mais plausível. O problema é que talvez com medo que eu não completasse o cadastro da linha telefônica (você só pode saber da disponibilidade de ADSL se contratar a linha telefônica e ela estiver funcionando, uma falta de respeito, já que eles dão a informação, depois da linha instalada pelo CEP) e depois com medo que eu a cancelasse, foi muito difícil que alguém me dissesse que esse problema da distância era uma das possibilidades. Bom saber o motivo real (se for esse mesmo), mas ruim saber que não há a menor previsão de quando poderiam me atender.

** O risco de se usar o windows na internet não se refere apenas à navegação irresponsável, abrir arquivos de fontes desconhecidas e outras práticas arriscadas. Um computador rodando windows XP SP2 não é seguro ao se conectar nem por meia hora, sem sequer abrir o navegador, só por estar conectado. Qualquer pessoa que acompanha blogs de notícias de informática já ouviu falar de brechas de segurança, qualquer sistema que esteja em uma rede (a internet é uma rede também) é vulnerável. Não é uma questão de ser passional, são fatos.

Eu não sou daqueles que adora o Linux e por isso odeia a Micro$oft (como já disse aqui e apesar de grafar o nome da empresa com um cifrão, apenas por ser a marca registrada dela), uso os 2 sistemas. Só que quando vou navegar na internet prefiro, por razões de segurança, usar sempre o Linux. Poderia dizer que é porque nunca tive problemas fazendo assim, mas isso seria muito pouco. Não conheço nem ouvi falar de que alguém tenha conseguido, mesmo com um comportamento considerado irresponsável no windows, prejudicar seu sistema navegando com Linux, já o contrário, mesmo com todas as precauções não é garantido.

Opiniões inflamadas à parte, vou tentar assegurar que meu computador continue funcionando bem e os dados dentro dele estejam a salvo.

CategoriasInternet, Mercado, Opinião
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