Revista Fedora Brasil

Posted Agosto 26, 2008 by teseu
Categories: Fedora, Linux, Revista Fedora Brasil, Tecnologia

Saiu a 3ª edição da Revista Fedora Brasil, a única publicação em português dedicada à distro Fedora. A revista online, pode ser baixada aqui, veio recheada com artigos sobre opções livres para software.

A matéria de capa é o caso de migração do Ministério Público Eleitoral do Tocantins que adotou o Fedora tanto nos servidores como nas estações de trabalho, com grande sucesso.

Artigos sobre multimídia como o do Amarok, sobre Ogg, MPlayer e Audacity, a continuação das séries, vale a pena conferir.

O primeiro passo para um mundo maior

Posted Julho 16, 2008 by teseu
Categories: Fedora, Linux, Opinião, Política, Software Livre, Tecnologia

É bastante comum ao fazer menção a alguma notícia colocar alguma comparação a uma citação conhecida, como uma música ou um pensador ou, nesse caso, um filme. Assim como Luke Skywalker ao conseguir pela primeira vez usar “a Força”, em um dos primeiros treinamentos a bordo da Millenium Falcon, ouviu de seu mestre Obiwan Kenobi que esse era seu primeiro passo para um mundo maior, foi exatamente o que pensei que estaria acontecendo no seguinte caso.

A preferência por Software Livre no governo está longe de se tornar uma realidade, apenas algumas iniciativas isoladas e alguns órgãos realmente estão fazendo alguma coisa, como já relatei nesse post. O programa foi lançado mais como propaganda do que como diretriz, mas alguns órgãos, muito por conta de restrições orçamentárias, começaram a se mexer.

Apesar de se tratar de uma diretriz do Poder Executivo, alguns tribunais já começaram a aderir à iniciativa. O Supremo Tribunal Federal, recentemente, criou o Núcleo de Software Livre e Padrões Abertos para estudar a questão e algumas decisões importantes foram tomadas. Uma, que deve beneficiar qualquer instituição com necessidades parecidas em termos de software, é a de disponibilizar alguns dos softwares desenvolvidos na casa com licença GPL no Portal de Software Livre do Governo Federal, possibilitando a economia com equipe de desenvolvimento interno sem qualquer custo para quem resolver adotar a solução proposta.

Outra decisão importante, que é justamente o motivo deste post, é a primeira tarefa já definida para o Núcleo, é o estudo para substituição da suíte de escritório, atualmente o MS Office 2003, por uma de código aberto, a solução escolhida foi o BrOffice.org, nome do projeto OpenOffice.org no Brasil. Alguns parâmetros foram passados para que a mudança fosse o menos sentida possível pelo usuário final, como o levantamento de todas as funcionalidades em uso com a atual suíte. Não poderá haver perda de funcionalidade, o que significa manter licenças proprietárias onde a nova suíte não puder atender plenamente o usuário.

A substituição na área de TI já está definida, as outras áreas deverão ainda passar por estudos mais profundos para evitar resistências e retorno à suíte em uso após a mudança. O caso servirá como piloto para as mudanças nas outras áreas.

A mudança parece tímida, mas para uma casa tão tradicional e onde a cultura leva muito tempo para se adaptar a qualquer mudança, já será um grande impacto. E como o Supremo tem grande influência, muito por sua posição de corte suprema, entre outros tribunais, alguns até que já começaram essa migração, a tendência de que o movimento se espalhe é bastante razoável. A suíte de escritório é apenas o começo, a intenção do Núcleo é o estudo para substituição de qualquer aplicação de licença proprietária por solução de código aberto, servidores, bancos de dados, CMS, ambiente de desenvolvimento entre outras.

A linguagem para desenvolvimento de novas aplicações foi padronizada e a escolhida foi o Java, as aplicações na intranet serão migradas, provavelmente para PHP, já há algumas aplicações que utilizam o MySQL e o PostgreSQL como banco de dados, o controle de versão dos softwares e documentos está sendo migrado para o SubVersion e alguns servidores já usam Linux, o Fedora para minha felicidade.

Realmente, esse é o primeiro passo para um mundo maior, muito maior…

Modem Yiso o 3G da Vivo

Posted Junho 3, 2008 by teseu
Categories: Fedora, Internet, Linux, Software Livre, Tecnologia

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Publiquei no Guia do Hardware, se não conhece deveria considerar passar um tempinho olhando um pouco é um site muito respeitado sobre hardware no Brasil, um artigo sobre como conectar-se à internet usando o modem Yiso, modelo adotado pela operadora de telefonia celular Vivo.

Trata-se de um passo-a-passo (howto pra usuários Linux é um termo mais conhecido) para usar essa conexão para quem tem o Fedora. A dica é baseada no Fedora (testada no werewolf 8 e no sulphur 9), mas teoricamente funciona para qualquer distro.

Espero que aproveitem. O link é esse.

Fedora 9 – Sulphur

Posted Maio 13, 2008 by teseu
Categories: Fedora, Linux, Tecnologia

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Fedora 9

É, já está no ar a onda. Com o codinome Sulphur e slogan “make waves”, foi lançado hoje o Fedora 9. Muito aguardado e discutido, o Fedora 9, como sempre, traz muita novidade, como destaque temos:

*KDE4
* FreeIPA
* Anaconda encryption of the root filesystem
* Melhorias no NetworkManager
* Xorg 1.5
* Live persistence
* Gnome 2.22
* Novo GDM
* Preupgrade
* Redimencionamento de partições via anaconda
* Upstart
* Firefox 3

Não perca tempo e baixe uma das opções aqui.

Papai Noel em abril

Posted Abril 22, 2008 by teseu
Categories: Linux, Software Livre

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Parece título de promoção de loja de departamentos, certo? Não poderia estar mais longe. Nos últimos dias estive em Porto Alegre – RS, participando do 9º Fórum Internacional de Software Livre, o maior evento do tipo na América Latina. Com recorde de público, mais de 6.600 inscritos, mostra que o interesse pelo assunto tem crescido muito no Brasil. Falei superficialmente sobre ele no post anterior, já que o assunto era política pública, mas agora que já fui e já participei, acho que devo compartilhar um pouco da experiência aqui.

Muitas palestras, a respeito de muitos assuntos diferentes, o que pode parecer estranho para quem simplesmente classifica esse tipo de evento como “um evento para NERDS ou GEEKS”, já que eram tantos os interesses diferentes lá.  Conheci bastante gente e pude ter uma idéia dos rumos que o Software livre está tomando no país. Não assisti a muitas delas, o estande do Fedora era bastante movimentado e tinha bastante gente com dúvidas, sempre que podia ajudar não me negava. Em algumas ocasiões cheguei a ficar até três horas conversando com a mesma pessoa, até que a dúvida fosse resolvida.

Mas assisti algumas, os embaixadores do Fedora se revesam no estande e até poderia ter saído mais, só não o fiz porque realmente é muito gratificante ver o quanto as pessoas ficam satisfeitas conseguindo resolver um problema que parece ter “atormentado” muito tempo e às vezes é até simples. E os problemas mais complicados são uma espécie de desafio, um pequeno desafio é sempre bom, não?

Das que eu assisti, uma era bem técnica para quem não conhece o assunto, quem não usa Linux então, deve imaginar quem teria interesse nisso. Mas para quem é do ramo, mesmo os que não são especialistas, devem ter achado que era apenas para apresentar as novidades e que estava ao alcance de qualquer um. Bem, estava ao meu alcance pelo menos. Era sobre o servidor X que é usado pela maioria dos gerenciadores de janelas no Linux. Não entendeu? Deve ser porque não usa Linux, para quem usa parece bem normal, mesmo que nunca se aprofunde em nada da área. Gostei muito, foi no mínimo esclarecedor, mas não vou explicar aqui, já que quase ninguém que lê isso deve se interessar.

E o Papai Noel? Pensou que tinha esquecido dele? Não, o bom velhinho não pode ser esquecido. Bom, não falo daquele que vive na Lapônia, mas de Jon “mad dog” Hall, que se você encontrar na rua, certamente vai associar com o Papai Noel, motivo pelo qual vários o chamaram assim durante o FISL, mesmo que se trate do Diretor Executivo da Linux International. Também há o fato de ser difícil vê-lo, a não ser em eventos como esse, aqui no Brasil, só uma vez no ano, como o Papai Noel, mas em abril. Ele é uma personalidade carismática e muito conhecido na comunidade Linux. A Palestra foi muito concorrida, como era de se esperar, quem chegou vinte minutos antes do início teve que entrar numa fila enorme e quem foi na hora mesmo nem entrou, apesar do auditório ser razoavelmente grande.

Bem animado, com uma voz forte, mas bem simpática, ele começou sua palestra que tinha o título “Fun and Software Livre! – Return of the Jedi”. Tinha tradução simultânea, com aqueles fones sem fio, que eu não consegui pegar, fiquei feliz e me achei com sorte de conseguir um lugar numa poltrona, a maioria que chegou no horário que eu sentou no chão, nos corredores. Mas ele falava pausadamente e bem claro, não perdi uma palavra.

Era sobre ser divertido usar software, e que uma das maiores razões do Software Livre crescer tanto é porque é feito por pessoas que se divertem enquanto o fazem. Fez um pequeno histórico de como o software se tornou proprietário e de como isso era estranho na época, mais estranho do que ele ser livre hoje, para os que não sabiam que a idéia da comunidade científica para o software sempre foi de que ele fosse livre. Também falou sobre como contribuir, mesmo para quem não é e nem deseja ser desenvolvedor. Basta ser usuário, o que hoje praticamente todos são.

Fazia muitas piadas, tornado a palestra ainda mais divertida. Como é uma celebridade do mundo geek, muitas pessoas o abordam em eventos assim para tirar uma foto de lembrança e ele já tinha incluído na sua apresentação um espaço para falar sobre isso. Pediu quem tivesse tirado fotos com ele enviasse por email, ele guardava todas, mas tinha um outro motivo. Quando começou a lidar com SL, seu antigo chefe lhe disse:

“- Você fala tanto nisso mad dog, quem você acha que vai querer ouvir você falando de SL?”

Desde então ele manda essas fotos para seu antigo chefe, disse que ele já recebeu algumas, ironizando o que todos os presentes sabiam se tratar de milhares. O espaço para perguntas foi pequeno, apenas três pessoas falaram, mas a maioria não perguntou por timidez, tenho certeza.

O evento foi muito bom, a oportunidade de encontrar pessoas que só se conhece via email então, melhor ainda. A palestra de mad dog fechou com chave de ouro já que foi a última antes da cerimônia de encerramento, cujo mestre de cerimônias era um pingüim, claro. Espero poder ir ano que vem e poder ouvir de novo o bom velhinho, ou como um dos que tiveram a oportunidade de fazer perguntas, dizer que fui um bom menino o ano todo e mereço meu presente.

Até quando esperar

Posted Abril 16, 2008 by teseu
Categories: Opinião, Política, Software Livre

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Quando vejo boas iniciativas do governo acabo ficando animado, esperançoso, mesmo que a realidade mostre que na maioria das vezes essas não vão para frente, seja por causa de um “preço político” que acaba inviabilizando, uma mudança de gestão que quase sempre descontinua os projetos da anterior, ou simples descaso.

Quando acontece algo assim, ou melhor, não acontece, lembro de uma música do Plebe Rude (como seria normal apenas citar tempos atrás, hoje tenho de explicar que se trata de uma banda de rock de Brasília famosa nos anos 80 e 90) que criticava o governo pela sua falta de ação. É, já se falava nisso naquela época e as coisas não mudaram tanto assim, dizia “…até quando esperar a plebe ajoelhar, esperando a ajuda de Deus..”. Significando que o povo não tem o que precisa, uma vez que o governo não age, e só lhe resta esperar pelo auxílio divino.

Logo no início do primeiro mandato do atual Presidente muito se falou em adoção de Software Livre, em espalhar a experiência do governo gaúcho de Olívio Dutra, também do PT, de migração e adoção de soluções livres. Mas pouco foi feito, na verdade, pouco depois do anúncio o que mais parece é que desistiram da idéia. Até que me 2004 foi lançado o Guia Livre, destinado a orientar as diferentes instâncias do governo no uso e migração para o Software Livre. Pareceu que finalmente tudo se encaixava, demorou um pouco, afinal é um assunto complexo. Mas de novo ficou só no guia. Fora algumas tentativas isoladas era difícil ver a preferência que o governo dizia dar ao modelo livre de software. O Guia foi atualizado, vejo datas de 2005 e 2006, mas nenhuma mudança relevante da primeira edição.

Até que essa semana foi lançado o site de Software Livre do Governo Federal, onde todas as iniciativas isoladas se congregam, onde praticamente todos os esforços tem sua voz. Não sei se é porque o site começou só essa semana e ainda não tem notícias próprias ou se realmente apóia iniciativas em prol do Software Livre, mas na página inicial tem um destaque para o 9º FISL que acontece de 17 a 19 de abril em Porto Alegre.

Tem mais o que ver no site, vi, por exemplo, um estudo de caso do Exército Brasileiro, com uma pequena cartilha a ser usada por todos os níveis de acordo com o tempo em que se iniciar o processo para cada uma. Pragmática e cheia de determinações, como seria de esperar numa definição de ações do Exército, dá instruções de como começar, buscar apoio, evitar resistência, seguir o cronograma, planejar a migração, começar pelos servidores e depois passar aos desktops, saber o motivo de se fazer a migração, adotar já de início o Open Office e outras.

Sendo o Exército uma instituição relativamente grande, espalhada por todo o país, com o orçamento custeado pela União, portanto facilmente rastreável, é fácil concluir que o sucesso de um projeto dessa envergadura serve de base e exemplo para a adoção do modelo livre em qualquer instância do Governo Federal, ou até de outras esferas. Não seria tão complicado assim usar a experiência como piloto e passar a adotar nos Ministérios, ainda mais que alguns deles já demonstraram inclinação para o livre e manifestaram apoio.

Alguns passos importantes já foram dados, mas a velocidade ainda é muito pequena. Já estamos na metade do segundo mandato e nenhum resultado concreto foi alcançado ou se vislumbra no curto prazo, o que pode significar uma nova mudança de gestão e o risco de um “engavetamento” sistemático de todo o processo. Mas isso não quer dizer que não existe nada, que o governo merece apenas críticas, muito pelo contrário. Se o que temos até agora é só um embrião, é porque tem pessoas no governo interessadas em movimentar isso sem força suficiente para fazer o que é necessário. Devem ser aplaudidas e ter todo o suporte possível da comunidade, principalmente a comunidade open source.

A economia gerada pela adoção de um modelo livre pode muito bem ser combinada com outras iniciativas, como o computador popular e a internet banda larga nas escolas, um projeto alavancando o outro, num ciclo virtuoso que não trará nada além de benefícios para o país, no médio e longo prazos, principalmente.

Resta saber se o governo dará andamento a esse projeto, se terá apoio político e financeiro para deslanchar, ou se teremos de esperar pela ajuda de Deus, como sugeriu o Plebe.

Notícia “relevante”

Posted Março 27, 2008 by teseu
Categories: Fedora, Opinião

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Foi lançado ontem, dia 25/03/2008, a versão Beta do Fedora 9, codinome Sulphur. Até aí tudo bem, mais uma notícia de geek como outras publicadas aqui, que relevância poderia ter para quem não usa Linux? É, realmente difícil que o assunto tenha qualquer relevância. Mas como é de se esperar, se eu escrevi isso, devo ter alguma razão escondida “na manga”, o que, é claro, é verdade.

Por algum tempo tenho usado Linux e sempre me deparo por um lado com usuários ferrenhos que odeiam o Bill Gates, comparando-o ao Darth Vader, o maior vilão do cinema no século XX, com várias teorias (algumas apenas teorias de conspiração com uma boa dose de distúrbio psicológico envolvido) de como o mundo seria melhor ou o desenvolvimento de software, essas coisas.

Por outro lado tem aqueles que, tentando ser realistas,  dizem que esse negócio de Linux é “coisa pra nerd, nunca vai deslanchar”, além de trazer uma coleção de pérolas a respeito de como as coisas realmente funcionam. Tem os tão fanáticos por Redmont que chegam a ser piores que fanáticos por Linux. Estranho que os fanáticos por Linux pelo menos são idealistas, os por Windows fazem o que fazem por uma empresa que está ganhando muito dinheiro à custa do fanatismo deles. mas isso é um aparte que não vale a pena discutir agora.

Já vi tantas discussões a respeito, com bons e maus argumentos dos dois lados, e minha conclusão até o momento é que não vai dar em lugar nenhum (a discussão, óbvio, o Linux eu continuo usando) , quem gosta de um a ponto de defender vai usar, independente do que o outro diga e vice versa. Se usa Linux vai continuar usando e preferindo e se usa Windows a mesma coisa. Para que mudar, não é verdade? Pouca gente gosta de mudança, a rotina é confortável.

Se a discussão não leva a lugar nenhum e não estou aqui para defender o Linux, muito menos o Windows que nem uso há tempos, então qual o propósito de se falar nesse assunto? É bastante simples, fazer uma recomendação, como quem viu um filme e gostaria de compartilhar o que pensa a respeito e dizer aos amigos: “esse é legal, veja!” ou “achei péssimo, dormi a sessão inteira…”. Mas como falar de Linux, principalmente fazendo comparações ao Window, já cansou todo mundo, prefiro fazer a recomendação baseado em outras coisas, que não os argumentos mais tradicionais de esse é bom porque tem isso enquanto que o outro é ruim porque tem aquilo.

Se você tem vontade de saber porque o Linux é tão comentado por quem usa, mas ao mesmo tempo não tem vontade ou paciência de ficar aprendendo comandos de linha, não precisa ficar por fora quando algum amigo geek estiver falando do assunto, nem precisa ficar lendo e estudando coisas que não acha interessante só “pra dar uma de esperto”. O Linux hoje é bem mais fácil de usar do que há pouco tempo atrás e a linha de comando já não é um requisito para usuários finais. Claro que a instalação inicial e as configurações básicas tem de ser feitas por alguém com algum conhecimento (nem tanto, essa parte hoje é mais fácil e mais rápida do que no Windows), mas o reatante é simples, além de nem ser tão diferente assim do Windows.

Mas algumas coisas são diferentes? Sim, são, mas se você usa computador é porque tem algum conhecimento na área, pode até não ser seu interesse, mas algo conhece, ou nem lendo isso estaria. Com o Linux não é diferente, nem tudo vai depender de conhecer e ter sempre por perto aquele nerd esquisitão cheio de espinhas. Informática não é mais isso há muito tempo, caso ainda não tenha chegado a essa conclusão. Mas aprender a trocar o papel de parede, sber achar seus arquivos salvos em outro volume montado fora da sua pasta e conectar na internet não é nenhum bicho de sete cabeças, certo? Se não usa Linux não saberia, mas eu uso e já posso lhe dizer, não é.

Acho que vale a tentativa se considera que a pirataria seja um problema, se tem afinidade por novidades,  ou apenas para não ficar por fora. É muito comum encontrar ajuda para problemas algumas vezes até complexos, é natural que alguém que usa porque acredita no Linux também como ideal gaste horas para resolver um problema seu que nem pareça tão importante, faz parte do mundo Linux, se experimentar vai ver.

Dito isso, o que tem uma coisa com a outra se comecei falando do lançamento do Fedora 9, codinome Sulphur (repeti, se você não usa Linux não teria se lembrado mesmo, certo?) e o que isso teria de relevância para quem não usa Linux? Bem, se você não usa e acha que vale a tentativa, um bom lugar para começar, seria procurando o pessoal do Fedora, não por ser melhor que de outro Linux, ou mais prestativo, normalmente são todos compometidos e motivados igualmente, mas porque se trata do Linux que eu uso e posso recomendar sem dizer do que ouvi falar.

Se o Linux desperta alguma curiosidade, pode procurar mais informações na internet. Semana passada foi lançado a 1ª edição da Revista Fedora Brasil, quem sabe vendo o conteúdo alguma coisa não chama sua atenção. Por falar na Revista, vai encontrar nela um artigo escrito por mim falando sobreo porquê usar Fedora, um outro sobre que codinome é esse, Sulphur, e dicas técnicas se resolver fazer uma tentativa. O link permanente encontra-se aqui. Espero que experimente e goste, boa sorte.

Poder de sedução ou lavagem cerebral?

Posted Fevereiro 28, 2008 by teseu
Categories: Opinião, Software Livre

O criador do jogo Tetris, famoso no mundo inteiro há muitos anos, em uma entrevista essa semana, disse que “o software livre não deveria existir”. Por ter uma criação tão famosa foi ouvido e isso tem alguma repercussão. Me interessei e segui lendo a entrevista (disponível aqui, em espanhol) onde ele segue com sua opinião dizendo coisas como “O software livre não é bom para o desenvolvimento da tecnologia, não tem projeção no mercado, não cria riqueza, é apenas uma mostra de rebeldia estéril”. Essa é a opinião de Alexey Leonidovich Pazhitnov, o russo que criou o game.

Para melhor entendimento da situação, ele é um programador russo e nos tempos de União Soviética criou o Tetris, que por não dar importância, foi passado a amigos na Hungria, que já tinham acesso a tecnologias como internet (raro na época, impossível num lugar como a então União Soviética) e o jogo acabou chegando nas mãos da Nintendo, na sede americana. O jogo foi um sucesso e passou a integrar versões em mini-jogos e game boys, deu no que deu, um dos jogos mais conhecidos do mundo.

Quando saiu da União soviética, Alexey foi para os Estados Unidos e começou a trabalhar na Micro$oft, onde ficou entre 1991 e 2005, tempo suficiente para mudar completamente sua opinião a respeito do software, principalmente o livre. Sobre Stallman, por exemplo, ele diz “As idéias de Stallman pertencem ao passado, faziam sentido nos anos 70 e 80. Eu também compartilhei desse ideal quando era jovem. Naquela época não havia possibilidades de negócio e parecia lógico compartilhar os avanços obtidos nas universidades para que eles se espalhassem.”

Sem dúvida, é uma maneira de ver as coisas, mas achar que é um comportamento rebelde, que destrói ou prejudica os negócios, me parece que está um pouco fora de lugar.  Claro que esse modelo de ganhar dinheiro com software é mais simples, é mais fácil, mas quem não se adapta não sobrevive, como em qualquer mercado, até no da cadeia alimentar.

Perguntado a respeito de casos de sucesso como o da Red Hat diz que são minorias e que no fim das contas limitam a capacidade de se fazer um negócio maior. A mim parece que os anos de Micro$oft claramente turvaram a mente deste sr., já que só consegue ver um modelo, e que está claramente em declínio.

Seria porque os anos de Micro$oft realmente alteraram seu modo de ver, o contato constante com filosofias estranhas como as pérolas ditas vez por outra por Steve Ballmer, ou seria algo pior, dor de cotovelo por não ter feito milhões com um jogo tão famoso?

Acho que tanto faz, se for o 1º ele foi seduzido “pelo lado negro da força” , enganado por promessas de um caminho mais fácil e rápido, mas que no final não lhe deu o que ele esperava. Se for o 2º, tanto pior, a Nintendo fez muito dinheiro com o jogo e usava o modelo que ele hoje defende e não o que ele ataca. Está equivocado em qualquer das 2 situações. Uma pena que não tenha conseguido aproveitar a fama com algo mais construtivo.

Ah! O fim da novela… (será?)

Posted Dezembro 13, 2007 by teseu
Categories: Fedora, Internet, Linux, Opinião

Há uma semana parece que a novela em que se tornou meu acesso à internet finalmente acabou. Depois de tentar vários contatos com a Brasil Telecom, que não irá me atender e pelo menos teve a decência de reconhecer para que eu ñ fique mais esperando por eles, fui atrás de outras opções, outras tecnologias.

Primeiro o mais óbvio, internet via rádio. Uma rápida Googlada e tinha o endereço de umas 4 ou 5 empresas que operam aqui no DF. Um problema, todas que eu ligava não tinham garantia de cobertura para minha casa. Poderia funcionar, mas também poderia não funcionar e eles não aceitariam o equipamento de volta. Um empresa, cuja sede é perto da minha casa, tinha a cobertura e por saber que tem poucos concorrentes pratica um contrato que não vale à pena, somente em último caso. Adesão a R$ 400,00, e é somente adesão mesmo, já que o equipamento fica com o cliente como aluguel, se encerra o contrato, devolve para a empresa, muito dinheiro se pensar nas possibilidades e preços disponíveis no mercado. Mensalidades também um pouco estranhas, um plano de R$ 30,00 com velocidade nominal de 70 kbps. Isso é pouco mais do que se consegue com internet discada, fora de cogitação. Perguntei por outros planos com mais velocidade, interessante a resposta, com velocidades de 100, 150, 200, 300 kbps e além. Mas o preço é completamente desproporcional, seguindo o preço do plano de 70 kbps, 100 ficaria algo em torno de R$ 43,00, pagaria até R$ 50,00. Ocorre que pula para R$ 80,00, ou R$ 125,00 o plano de 150 kbps e assim vai.

Não tinha muitas opções, mas também não me deixaria explorar dessa maneira, preferi ficar sem até achar alguma alternativa. Fiquei um tempo meio que conformado com a idéia de não ter acesso em casa, passando a usar o computador de maneira diferente (nunca assisti tantos filmes no PC). Me adaptei a diversas maneiras complicadas de fazer coisas normalmente simples quando se tem acesso direto, como atualizações de sistema. Até que comecei a procurar de novo, vi o acesso 3G das operadoras de celular como a melhor (mais acessível, sem muitas adaptações ou equipamentos). Teria apenas de pesquisar a respeito e se possível encontrar quem utilizasse para saber na prática.

Encontrei no local de trabalho uma pessoa que usava o da Vivo e uma que usava o da Tim, também fiquei sabendo que a Claro ofereceria o serviço na semana seguinte. Restava comparar preços, velocidades, limite de pacotes, equipamento, possibilidade de uso no Linux, coisas assim, apenas me certificando de fazer um bom negócio. O da Vivo inicialmente estava fora, porque era para acesso de notebooks, o modem era para encaixar na porta da placa PCMCIA. Mas a pessoa que trabalha aqui que já usou o serviço me falou que tinham um novo modelo, era maior (do tamanho de um modem ADSL), mas para uso em desktop não faz diferença. Procurei informações no site e em fóruns, nada sobre Linux, seria difícil ser esse.

O da Claro ainda não estava disponível no site, deixei de lado. O da Tim uma pessoa da minha sala usava. Bastante prático, um modem do tamanho de um celular pequeno, liga na porta USB e instala. Procurando informações na internet, descobri como conectá-lo usando Linux. Como tenho celular da Tim, indo à loja, não desembolsei nada e levei para casa o kit. Instalei, mas o sinal é bastante fraco (o que já sabia pela queda de sinal do meu celular, mas tinha de tentar), consegui conectar uma vez por alguns segundos. Tive que devolver tudo, é a vida. O plano mais alto oferece velocidade de 200 kbps e limite de download de 1 GB a uma preço de R$ 50,00 promocional por 6 meses, depois R$ 70,00.

Com todas as tentativas de conexão dessa opção, gastei quase 1 mês antes de devolver o kit, a essa altura a Claro já tinha disponibilizado seu serviço de acesso 3G, fui até a loja e o plano era de R$ 100,00 para velocidade de 1 Mbps e limite de download de 10 GB. Pareceu muito melhor, mas o modem era bem parecido com o da Tim, provavelmente o sinal fraco seria o problema. Aí pensei em comprar um notebook para acessar fora de casa e aceitar a proposta da Claro, resolvi que pensaria um pouco mais e se ainda quisesse o notebook, compraria.

Fui atrás da opção da Vivo, já que era a única a oferecer um modelo de modem diferente, além de maior, característica que não tem influência na escolha, ele vem com 2 antenas externas, isso sim poderia fazer toda diferença. Fui à loja, peguei o nome do modem e fiz uma pesquisa rápida, encontrei algumas opções, mas o drive do modem era ligeiramente diferente, não tinha como saber se funcionaria. Mesmo assim revolvi arriscar e levei o kit pra casa. Bem, o manual disponibilizado no site do fabricante tem instruções para instalação no Linux, para o modelo específico diz que com poucas alterações funciona também, só não diz quais alterações são essas.

Formatei meu windows (outra novela para uma coisa tão simples, quem sabe conto em outro post), sempre reinstalo a cada 1 ano ou pouco mais, instalei finalmente o Fedora 8 (tinha baixado na casa da sogra, literalmente, mas não tinha como fazer as atualizações necessárias, usava mais o Fedora 7) e parti para uma pesquisa mais detalhada. alguém teria instalado o modem, ou teria alguma dica de como fazê-lo. Achei diversas respostas para minha surpresa, já que o modelo é bastante recente. Copiei e levei para casa e ajustando algumas delas, funcionou. Windows instalado e com o antivírus atualizado, Fedora 8 instalado e razoavelmente atualizado (faltam uns 100 pacotes de pouco uso). Pronto, tenho acesso em casa.

Falta falar do plano, já que descrevi os outros, o que funcionou também, é o esperado, certo? Bem, o plano é de R$ 100,00, velocidade de 1 Mbps e sem limite de downloads. O problema é que não consigo o acesso com a tecnologia CDMA EVDO, a que tem essa velocidade, o sinal é suficiente para conectar, mas não tem qualidade suficiente para isso. O modem conecta usando o CDMA 1xRTT, aí a velocidade cai para um máximo de 150 kbps. Na verdade, a maior parte do tempo é bem menos que isso, uns 100 kbps. Mas para quem estava sem internet há uns 5 meses já, parece maravilhoso já.

Algumas observações, não moro numa caverna ou isolado da sociedade, esse problema de sinal é na minha casa mesmo, desconfio que tenha algo a ver com ela ser de concreto e não de tijolo. Na casa do vizinho meu celular tem sinal normal, na minha ele é fraco.

O acesso com o Linux é importante porque uso mais internet com Linux, é bem mais seguro, tenho o XP instalado, só não uso com muita freqüência porque me adaptei bem ao Linux, nada de fanatismo. Reinstalar o XP a cada 1 ano ou pouco mais é só para manter os arquivos de sistema “limpos”. O uso de dll’s em qualquer win é um pouco falho. Não faz diferença para a maioria, mas como instalo e desinstalo muito ele começa aquela história de travar e tal. Do modo como faço ele está sempre novinho e bastante estável.

Fedora é apenas o Linux que eu uso, há opções diferentes para todos os gostos, são as distros, acredito já ter postado algo aqui sobre isso.

Desktop no bolso

Posted Outubro 31, 2007 by teseu
Categories: Tecnologia

Uma coisa interessante é o tempo que podemos perder personalizando nosso PC de cada dia. Papel de parede, tema, cores, uma infinidade de coisas para ficar mais com a “nossa cara”. Claro que muita gente não liga para esse tipo de coisa, o computador é apenas uma ferramenta de trabalho, mas isso acaba ficando muito chato e “quadrado”.

Para quem, como eu, gosta de personalizar, existe um outro problema, nos acostumamos tanto com tudo à nossa maneira que levamos isso para o software também. Por exemplo, se você tenta convencer um usuário do Internet Explorer a usar o Firefox, normalmente ele vai achar que você é um tipo de idealista louco e às vezes pode chegar a usar na sua frente, depois abandona. Por que? Simples, ele não vê nenhuma vantagem nessas bobagens que você diz a respeito do Firefox, que além de não fazerem sentido também não servem para muita coisa.

Não é muito diferente do que sinto quando estou diante de um PC que não tem o Firefox, é como se fosse algo estranho, feito em outro planeta. Minhas extensões, onde estão? Lembro que quando clico com o botão direito várias opções do que fazer na página e outras coisas.

Nem sempre há como instalar softwares em outras máquinas, no meu local de trabalho, por exemplo, os usuários não têm permissão de instalar softwares e o padrão da casa não inclui o Firefox (que eu não vou deixar de usar por um detalhe como esse). Há outros softwares que gosto de usar e estou bastante adaptado, fiquei com o exemplo do Firefox porque é fácil de entender. Assim, para não ficar sem possibilidades de usar meu software preferido, seja por não ter como instalar, seja porque está na casa de um amigo, não vai usar esse PC de novo, não há tempo ou razão para instalar nada, você pode usar aplicativos portáteis, instalados no seu pen drive.

A idéia não é nova, mas vários aplicativos foram otimizados para esse uso e basta que você espete o pen drive na porta USB e tudo está como você se lembra. Uma suíte no portableapps, já trás muitos aplicativos comuns, mas você pode acrescentar e retirar para ficar mais ainda parecido com o seu gosto.

Vale a pena conferir e testar, ainda mais que é totalmente grátis, sem avisos, propagandas, tempo limite, nada, completamente grátis para uso e distribuição. Recomendo o uso de pen drives de pelo menos 1 GB para ter espaço para transportar arquivos e um bom nº de aplicativos, mas quanto maior melhor nesse caso. É difícil achar, mas não custa dizer que a USB deve ser 2.0 para otimizar o conexão e assim o uso dos aplicativos. Boa sorte!